Monday Madness #8

maio 05, 2014


1. Maior parte das pessoas faz resoluções para o Ano Novo, e a tua deste ano tinha sido acabar de escrever o teu livro. A verdade é que não o fizeste. Escreve uma carta de desculpas ao teu livro a explicar o que aconteceu e como tencionas compensá-lo no próximo ano.

"Querido Livro,

Eu sei, eu sei. Não há desculpa e, no entanto, aqui estou eu a tentar desculpar-me, miseravelmente. Tu sabes como eu penso constantemente em ti, como gosto de te olhar e de te completar... Mas não é suficiente. Tu exiges demais de mim e eu nem sempre te posso dar o que desejas. Mas eu juro-te que vou mudar. Bem sei como me olhas de soslaio cada vez que um novo livro me passa nas mãos, e que morres de cada vez que gosto das leituras. Mas tens de perceber que nada significam para mim, são meras distracções, e tu és meu, verdadeiramente meu. Juro-te que para o ano vamos estar juntos mais vezes, e entre nós vamos fazer coisas maravilhosas. Vamos viajar e criar juntos, a começar já já já...

Sempre tua,
A Autora"

2. A tua família não é muito compreensiva com a tua carreira de escritora, portanto decides fazer uma greve. Escreve uma lista de exigências que são necessárias para voltares às tuas tarefas e responsabilidades domésticas (não te esqueças de fazer uma ou duas cedências para acelerar o processo de negociação).

Ora bem minha gente, então é assim!

1. Ou me deixam em paz para escrever, ou acabaram-se as lides domésticas. Não há cá limpar casas-de-banho nem pós. Esqueçam!
2. Podem também começar a contar com o lixinho a acumular-se no balde. Querem que o leve para baixo, deixem-me escrever.
3. Ah e tal gostam dos meus temperos... se não querem tudo salgado a partir de hoje, é bom que me deixem escrever!

São poucas, e até acho que é razoável... Mas pronto, para não ficarem tristes, se me deixarem escrever como eu quero, eu prometo que aos Domingos faço panquecas para todos.

3. Acaba esta frase: Felizmente sou escritora, porque...
... posso dar vida a vontades mais obscuras, que seriam muito mal vistas na vida real.

4. Escreve uma história com 23 palavras onde cada palavra comece com uma letra diferente do alfabeto.
Antigamente, Bela comia damascos enlatados, figos, gelados, hidromel... Iva Joana, linda mãe, não olhava para quanto ruído saia, turbulento, ululante, vazio... x z...
Aaahhhh, isto não correu nada bem xD Tinha alguma coisa a ver com a Bela comer muito e depois ter gases, mas ali as últimas letras não deram para nada!

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.