Um Conto, Um Ponto #18: Na Estrada de Mértola, de Olinda P. Gil

maio 18, 2014

Na Estrada de Mértola
Título: Na Estrada de Mértola
Autora: Olinda P. Gil
Editora: Smashwords
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 17

Durante uma viagem nocturna uma jovem tem uma surpresa desagradável.

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Com esta pequena sinopse, o conteúdo de Na Estrada de Mértola surpreendeu-me e, tendo sido o último dos três contos que li de Olinda P. Gil, facilmente se catapultou para o lugar de favorito. Apesar de a nível emocional e poético não poder sequer ser comparável a Piano Surdo, a história deste conto é fantástica, se bem que nada de novo, a maneira como está escrita... é soberba.
Estamos perante um conto de terror, com um lugar comum e vastamente explorado, mas muito bem aproveitado pela autora, que graças a alguma mestria na escrita conseguiu criar o ambiente necessário para acompanhar o ritmo da história. O final, apesar de expectável, está ao nível do restante conto: excelente.

Um conto que se lê muito bem e que aconselho a qualquer fã de terror. Na Estrada de Mértola é bem português e capaz de nos fazer arrepiar tanto quanto o que de melhor se faz lá fora.

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4 comentários

  1. Liga uma pessoa o mail de manhã e descobre esta opinião no Google Alerts! É para ficar logo bem disposta o dia todo! Obrigada pela leitura :)
    (mas o Google Alerts é mau, porque não me tinha enviado a crítica ao "Piano Surdo")

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    1. Hehehehe :) Nem sabia da existência de tal serviço :P

      Fico contente que tenhas gostado! Ainda hoje vai sair mais uma mini-opinião ao terceiro conto que li teu :)

      Beijinhos

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  2. Viva,

    Ai já tenho no mail para ler mas ainda não comecei, pelo que já li em vários locais vale bem a pena :)

    Parabens pelo divulgação ;)

    Bjs e boas leituras

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    1. Sim migo, sem dúvida alguma, vale bem a pena! Corre a lê-lo :)

      Beijinhos

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.