The Last Priestess, de Elizabeth Baxter - Opinião [ARC]

junho 30, 2014

The Last Priestess (The Songmaker #1)
Título: The Last Priestess
Série: The Songmaker #1
Autora: Elizabeth Baxter
Editora: Creatspace
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 214

Ler The Last Priestess aconteceu por acaso. Nada em específico me seduziu neste livro, apenas me apeteceu lê-lo. Não gosto da capa, o título é normalíssimo, o nome da saga talvez seja o mais interessante, e creio que li a sinopse na diagonal. Mas apeteceu-me, pronto. Há livros assim, que são fruto do momento.

A história é acerca de uma sacerdotisa, Maegwin, que é condenada à morte, e salva no último momento, por um misterioso homem, Rovann, um mago - mas não qualquer mago. Maegwin apenas consegue pensar em vingança, resultado do massacre das sacerdotisas ao qual escapou, e Rovann tem os seus próprios problemas, enquanto a paz de Amaury é ameaçada por aquele que todos temem: o Songmaker. Entre estes dois é forçado um laço, de modo a salvar tudo e todos do terrível vilão. Mas há mais segredos escondidos por detrás da ameaça, e perigosos, que juntamente com os demónios interiores de cada uma das personagens vão fazer desta luta algo mais intenso e sofrível do que era expectável. A nível da narrativa, a trama é interessante, bem contada, com algumas reviravoltas que me deixaram agradavelmente surpreendida. Mas fica por aí. The Last Priestess não nos traz uma história de tirar o fôlego, está bem contada mas não fiquei ansiosa para ler o segundo volume (algo que até será bem pouco provável).
Como nem só de uma história vive um livro, ainda pensei que me pudesse afeiçoar às personagens... mas não. Maegwin começou por ser uma personagem interessante, devido ao seu lado negro, mas não saiu daí. Houve muita pouca evolução, pouco espaço para me marcar. Rovann, pelo seu lado, com um passado tortuoso e uma personalidade complicada, tinha mais por onde crescer, mas parece-me que vou ficar para sempre sem saber toda a sua história.
O ponto alto do livro é sem dúvida a morte de uma das personagens. Não posso dar muitos detalhes pois o livro tem poucas de relevo, e qualquer pista denunciaria facilmente quem é, mas foi um momento triste e inesperado, mas que me ajudou a manter o interesse na história, pois agora só havia uma alternativa possível, a nível romântico. Esta é outra área que gostava de ter visto melhor trabalhada, não estou a dizer que queria um amor arrebatador ou cheio de pormenores, apenas queria algo não tão... mesquinho.

The Last Priestess torna-se um livro mediano, sem nada que vá mudar a nossa vida mas também com alguma qualidade. Apenas não me apaixonei pela história, personagens, nada. Concedo que a leitura não foi num período fácil, mas mesmo assim, olhando para trás (já li o livro há algum tempo!), os meus sentimentos em relação ao livro são de indiferença. É um livro, apenas. Recomendo para leitores de fantasia que querem algo leve, sem muita profundidade.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.