Um Conto, Um Ponto #19: Vila de Cobres, de Olinda P. Gil

junho 01, 2014

Vila de Cobres
Título: Vila de Cobres
Autora: Olinda P. Gil
Editora: Smashwords
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 15

Num Alentejo após a Revolução Industrial, que afinal não existiu, um engenheiro inglês toma-se de amores por uma alentejana ruiva.

********************

Para terminar a minha incursão pelos contos de Olinda P. Gil, Vila de Cobres foi a minha última experiência e também a que menos gostei. Não me interpretem mal: tem qualidade, está bem escrita e, de repente, acaba. Assim, sem mais nem menos. Foi uma espécie de anti-climax, pois estava embrenhada na história e subitamente terminou. Ainda pensei que houvesse algo de errado com o meu ficheiro, fiz novo download, e a situação foi igualzinha.
É uma história interessante e bem contada, com um ambiente muito bem conseguido e prende facilmente o leitor, com um leve toque de steampunk (ou assim me pareceu). Fiquei com pena do final abrupto, mas mesmo assim reconheço a qualidade de Vila de Cobres, e recomendo na mesma a sua leitura, pois a autora, Olinda P. Gil, é uma caixinha de surpresas, muito boa no que faz, e uma escritora de leitura obrigatória.

You Might Also Like

0 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.