Um Conto, Um Ponto #22: Pele de Escrava, de Carina Portugal

junho 29, 2014

Pele de Escrava
Título: Pele de Escrava
Autora: Carina Portugal
Editora: -
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 11

Como escrava, Allyra só conheceu a dor, a humilhação e o medo às mãos do seu dono. Contudo um sussurro ao ouvido pode ser o catalisador da mudança e da coragem, um sussurro que dá voz a 12 almas incapazes de se libertar.

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Mais um trabalho fantástico de Carina Portugal, Pele de Escrava pega num mote conhecido mas dá-lhe uma magia diferente, com o brilho da escrita de Carina a elevar este conto a algo muito, muito bom.
Gostaria de ver algumas adaptações aos contos da autora, curtas que explorassem os seus universos e que permitissem transparecer a mestria da imaginação e da escrita a triunfar nos assuntos mais triviais.

Leiam, vale bem a pena.

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1 comentários

  1. Ah, também não me importava nada de ver adaptações, seria uma experiência interessante.

    Muito obrigada, Nádia :)
    Beijinhos!

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.