Um Conto, Um Ponto #25: A Benção da Floresta, de Carina Portugal

agosto 31, 2014

A Benção da Floresta
Título: A Benção da Floresta
Autora: Carina Portugal
Editora: Fantasy & Co
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 14

"Na negrura da noite, sob o frio glacial do Inverno, e entre criaturas que só desejam devorar os incautos, uma mão estendida é a última coisa que esperamos encontrar, mas a que mais desejamos. E talvez essa mão só queira o carinho de um toque quente."

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Gostei bastante deste conto da Carina, como já não seria de esperar outra coisa. No entanto, penso que lhe faltou algum conteúdo, de aprofundar um pouco mais a história. Com uma escrita excelente, Carina Portugal leva-nos a uma floresta repleta de perigos e a um homem que desesperadamente procura fugir-lhe(s). Daqui nasce uma bonita história, mas falta-lhe algo. Nem me estou a referir ao porquê do homem estar na floresta, ou quais são esses perigos ao certo, mas sim a história que se desenrola a seguir, que não posso explicar para não criar nenhum spoiler. O sentido do conto é bonito, mas falta-lhe alguma consistência, para se tornar maravilhoso. Sendo muito bom, não penso que esteja ao nível de outros trabalhos que li da autora.

Apesar de tudo, não deixem de o ler. Carina Portugal é sempre uma leitura fantástica!

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.