Um Conto, Um Ponto #27: Estilhaços, de Carina Portugal

setembro 21, 2014

Estilhaços
Título: Estilhaços
Autora: Carina Portugal
Editora: Fantasy & co.
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 19

Ninguém se lembra da última vez que o solar do Outeiro dos Alecrins foi habitado. Ninguém se lembra de algum dia o outeiro ter tido uma flor digna desse nome. Só se escutam os rumores de que o velho casarão está assombrado. Isso é fermento para a imaginação dos mais pequenos e um perigo para os mais ousados.

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E chegou ao fim (pelo menos para já) da minha aventura com os contos de Carina Portugal (se bem que a sua última antologia, e se não sabem do que falo, vejam aqui, me ande a piscar o olho). Mais uma vez, uma palavra define toda esta jornada: deliciosa.

Estilhaços é um conto bastante bom, com muito potencial mas a roçar o perfeito da forma que está. Apesar de já ter lido coisas belíssimas da autora, como podem ter percebido quando opinei o Triste e Leda Madrugada, esta história é muito bem construída, com momentos de tensão muito bem conseguidos e ao mesmo tempo com um tom quase inocente.

Dois factores que se juntam bastante bem, casas assombradas e crianças. Somem isto a uma escrita brilhante e têm o fantástico conto Estilhaços, da nossa fantástica Carina Portugal.

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1 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.