TBR Friday #13

outubro 17, 2014

Afinidade
Afinidade, de Sarah Waters

No auge da era vitoriana, Margaret Prior é uma jovem solteira e rica que, transtornada com a morte do pai, tenta pôr fim à própria vida. Para ajudá- la a enfrentar esse momento difícil, o médico da família recomenda que ela se volte para algo que possa distraí-la dos problemas ao seu redor. Ela então decide levar algum conforto às detentas da Penitenciária de Millbank.

A Mãe
A Mãe, de Maximo Gorki

Depois da morte do seu marido, Peláguea Nilovna começa a observar o filho Pavel. Apesar de morarem juntos, eram praticamente desconhecidos. Um dia, Pavel diz-lhe que está a ler livros proibidos: “São proibidos porque dizem a verdade sobre as nossas vidas de operários”. A história passa-se num dos bairros fabris da Rússia em princípios do século XX. Já com alguma idade, a Mãe interessa-se pelos ideais pelos quais o filho de bate e quando Pavel é deportado, Peláguea toma o seu lugar.

O autor: Pseudónimo de Aleksei Peshkov, Máximo Gorki foi um famoso escritor e activista político russo no início do século XX. Romancista da escola naturalista, uniu as gerações de Tchékhov e Tolstói à nova vaga de escritores soviéticos.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.