Saída de Emergência - Entrevista a Sónia Louro - Pt. IV

novembro 19, 2014

Quarta Parte
Trivialidades

Uma curiosidade trivial: Fernando Pessoa, tendo nascido em Lisboa e depois vivido na África do Sul e em Londres, tinha algum prato preferido?

Fernando Pessoa nunca viveu em Londres, talvez esteja a fazer confusão com o Engenheiro Álvaro de Campos, pois esse sim trabalhou em Londres e também em Barrow on Furness e Newcastle on Tyne e estudou em Glasgow.
José Paulo Cavalcanti Filho menciona na sua biografia sobre Pessoa, como prato favorito, as tripas à moda do Porto. Um facto curioso é que Álvaro de Campos escreveu um poema intitulado “Dobrada à moda do Porto”. Mas talvez o prato favorito de Fernando Pessoa fosse o passado, como ele escreveu “Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!”

Diga-me uma pergunta que nunca lhe fizeram numa entrevista.

Tenho sempre dificuldade em responder a esta pergunta, mas posso avançar alguns exemplos: Qual é a hora do seu nascimento? Qual é o número do seu bilhete de identidade? Prefere shorts ou fio dental? [risos]


Espero que tenham gostado desta entrevista feita pela editora Saída de Emergência à autora desta fabulosa obra - pelo menos, assim penso que será. Se o interesse em ler Fernando Pessoa - O Romance já era muito, conhecer um pouco da autora só adensa essa vontade!

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.