Sugestão de Natal - Alfarroba Edições

dezembro 05, 2014

Com o aproximar do Natal e do segundo aniversário do Eu e o Bam, decidi este mês deixar-vos algumas sugestões literárias retiradas das editoras com que tenho parceria, num pequeno gesto de agradecimento pelo apoio importantíssimo que são.

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Um Eterno Minuto de Silêncio, de Humberto Oliveira

Contos de “pesar e luto”, no dizer do autor, Um eterno minuto de silêncio evidencia um género que se aproxima do “conto gótico”, com alguma inspiração em Poe e Hoffmann. Porém, diferentemente deste, ostenta um léxico inovador e uma estrutura fragmentária, ferindo assim o classicismo habitualmente atribuído àquele género contista.
Neste sentido, a linguagem estética de Um eterno minuto de silêncio reflete uma maturidade literária que supera em muito a escrita de um autor neófito, ainda titubeante no estilo e no vocabulário. Existe já neste conjunto de contos tanto uma perfeição vocabular quanto uma capacidade de construção de um enredo consistente, bem como a utilização de técnicas de efeito de suspense, que, não tendo deixado o júri indiferente, auguram para este livro e para o seu autor um futuro auspicioso no seio da futura literatura portuguesa.

Júri do Prémio Alves Redol 2011


Anónimos, de José Ribeiro

Neste livro só encontrará histórias verídicas. Tal como são todas! Para ser mais preciso, histórias de seis mulheres, sete homens e quatro crianças.
Serão histórias que não esquecerá.


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0 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.