Sugestão de Natal - Editorial Bizâncio

dezembro 06, 2014

Com o aproximar do Natal e do segundo aniversário do Eu e o Bam, decidi este mês deixar-vos algumas sugestões literárias retiradas das editoras com que tenho parceria, num pequeno gesto de agradecimento pelo apoio importantíssimo que são.



O Indesejado, de Sarah Waters

Num Verão poeirento depois da guerra, na zona rural de Warwickshire, um médico é chamado para ir ver uma doente a uma casa isolada chamada Hundreds Hall. É nela que vive a família Ayres há mais de dois séculos. A casa de traça georgiana, outrora bela e imponente, está agora em declínio, com a alvenaria a cair, os jardins sufocados pelas ervas e o relógio do estábulo parado para sempre nas vinte para as nove. Os seus proprietários — mãe, filha e filho — tentam adaptar-se a uma sociedade em mudança, e apaziguar os seus próprios conflitos. Mas estarão os Ayres assombrados por algo mais sinistro do que um modo de vida que está a desaparecer?


O Jardim Secreto, de Francisco Gouveia

Portugal, primórdios do século XIX, um país devastado pelas Invasões Francesas e pelas convulsões 
sociais. Numa pequena vila escondida no Nordeste Transmontano nasce um herói que vai desafiar o exército de Napoleão, unindo rudes camponeses contra os invasores. Abalada pela guerra e pela destruição, a pequena comunidade rural será o berço desse herói e palco de uma estranha história de amor que vai abalar a vida da mais poderosa família da terra. No centro do drama, um jovem regressará, muito depois, para descobrir as suas origens. É neste cenário que se desenrola a acção de O Jardim Secreto, um romance de paixões, onde o mistério e o imprevisto se misturam. Um romance sobre o poder, sua conquista e preservação para além da morte.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.