365 Dias de Livros #8

janeiro 08, 2015

"-Nádia, escolhe um livro.
A Nádia procura um livro bonito e com muitas folhas.
- Quero este!"


769 páginas, e uma capa belíssima, acompanhada de uma sinopse bastante interessante.

Uma carta que põe fim a uma relação pode causar dor e um sentimento de deslealdade; porém quando Celeste Temple recebeu a lacónica missiva do noivo, Roger Bascombe, estava longe de imaginar que seria também o início de uma aventura fantástica.
Determinada a encontrar a razão que levara Roger a tomar semelhante atitude, empreende uma jornada, ao longo da qual conhece Chang, um assassino a soldo e o Dr. Svenson, o anjo da guarda de um príncipe enfermo. Juntos na procura da verdade, vêem-se envolvidos numa sucessão de aventuras, ao longo das quais os heróis se defrontam constantemente com o perigo, mas às quais não faltam também situações de sedução e erotismo. 


Numa altura em que eu já gostava de ler mas que lia praticamente qualquer coisa, tudo neste livro me pareceu apelativo. Ainda demorei uns anos a pegar nele para o ler, mas quando o fiz foi avassalador. Extremamente complexo e simplesmente fantástico, espero apenas uma oportunidade para o poder reler e dar continuidade à saga.


Não é, de todo, uma leitura fácil e para ser tomada de ânimo leve. Perto de 800 páginas e apenas 10 capítulos... É dose!

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0 comentários

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.