TBR Friday #16

fevereiro 20, 2015


A Feira das Vaidades
A Feira das Vaidades, de William Thackeray

nglaterra está à beira da guerra decisiva com Napoleão, os impérios europeus degladiam-se, centenas de milhares de homens morrem nos campos de batalha e a classe alta de Londres continua feliz, a beber os seus cálices de Porto e Madeira e a não abdicar dos seus maiores excessos, loucuras e luxos. Na escola de Miss Pinkerton, as meninas Rebecca Sharp e Amelia Sedley tornam-se as melhores amigas. Becky é orfã e não tem rendimentos; Amelia pertence a uma família da burguesia endinheirada. Becky é ambiciosa, sedutora e falsa; Amelia é a personificação da inocência pura. Juntas, vão passar os maiores momentos de paixão, sofrimento e vingança num cenário de exuberância e fausto que tem como pano de fundo os horrores das Guerras Napoleónicas.

Até 1847, William Thackeray era praticamente desconhecido do público. Nesse ano, começa a editar em fascículos o seu primeiro romance - A Feira das Vaidades - que é hoje considerado a sua obra prima e que foi colocado a par com o melhor que Charles Dickens escreveu.
Com absoluta mestria, Thackeray retrata de maneira realista e satírica, a decadência e arrogância da alta sociedade londrina, construindo uma galeria de personagens que se mantém imortal.

Shirley
Shirley, de Charlotte Brontë

Shirley, o segundo romance de Charlotte Brontë, foi publicado pela primeira vez em 1849. À semelhança do que se sucede em Jane Eyre, o seu primeiro romance, a história é protagonizada por uma mulher de personalidade forte. Neste caso, são duas heroínas, Shirley Keelder e Carolina Helstone (personagem inspirada na irmã de Charlotte, Anne), cujos comportamentos desafiam os padrões da época. Em pleno século XIX, em Yorkshire, no auge das guerras Napoliónicas e no período mais tumultuoso da Revolução Industrial, estas mulheres vão procurar impor-se num mundo de homens e enfrentar duras provações, sobretudo no amor. 

Tido por alguns como uma obra feminista, Shirley é, na verdade, uma apaixonada representação da sociedade oitocientista...das desiguldades entre classes e géneros. Reflecte ainda as vivências da autora, que enquanto escrevia Shirley perdeu três irmãos: Branwell, em Setembro de 1948, Emily, no final desse ano, e Anne, em Maio de 1849.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.