Edward Scissorhands Volume 1: Parts Unknown, de Kate Leth - Opinião [ARC]

março 30, 2015

Edward Scissorhands Volume 1: Parts Unknown (Edward Scissorhands, #1)
Título: Edward Scissorhands Volume 1: Parts Unknown
Série: Edward Scissorhands
Autora: Kate Leth
Editora: IDW Publishing
Ano de Publicação: 2015
Número de Páginas: 124

Eu nunca fui muito dada a ler banda desenhada que não fosse o Tio Patinhas e afins. Apesar de ser uma arte que me fascina, nunca me deu para ir atrás dela e dedicar-me a si. Mas depois de ter conhecimento deste livro através do blogue O Imaginário dos Livros, e adorando a história de Eduardo Mãos-de-Tesoura como adoro, tinha de ler o livro.

Confesso que só houve uma coisa que, para mim, salvou este livro. Algumas das ilustrações. Provavelmente a culpa é minha, pois esperava algo sombrio e não foi isso que tive na maior parte do livro. Passemos aos exemplos.

Eu esperava algo assim:


Mas a maior parte do livro foi assim:


Não está mal, mas não era o que eu queria. Tinha momentos engraçados...

o cão!

Mas não me convenceu. Queria algo... triste.

A história também não me conquistou por aí além. Sinto que a autora pegou na história do filme e alterou-a apenas um bocado. Continua a ser uma caça ao monstro. Mais nada do que isso. Uma criação que ganha vida, incompreendida, perdida. E depois tudo acaba de forma tão repentina, e de repente tudo está bem. Algo aqui não me agradou nada.

Resumindo, esperava mais deste livro. Mais profundidade de personagens, uma história mais sinistra, um desenvolvimento mais negro. Para mim, no fundo, é uma versão da história original, e não uma continuação da mesma. Não detestei a leitura, mas fiquei muito desapontada com a mesma.

Acredito que muita gente gostará da história, que apreciará as parecenças entre esta e a original, mas definitivamente não é um livro para mim.

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2 comentários

  1. O maior problema da vida é mesmo esse: expectativas. :P
    Estou a brincar contigo.

    Boas leituras.

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.