A Ler: O Vampiro Armand, de Anne Rice

junho 22, 2015

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Título: O Vampiro Armand
Título Original: The Vampire Armand
Série: As Crónicas Vampirescas
Autora: Anne Rice
Editora: Rocco
Ano de Publicação: 2000
Número de Páginas: 372

O sedutor Armand, que despontou em Entrevista com o vampiro, hoje um clássico do horror gótico, retorna para contar sua fascinante trajetória de vida em mais um episódio das Crônicas Vampirescas. Tudo começa onde o romance Memnoch (quinto livro da série) termina. Vampiros do mundo inteiro estão reunidos em torno de Lestat, prostrado no chão de uma catedral, não se sabe se morto ou em coma.

Enquanto reflete sobre a condição de Lestat, Armand é convidado pelo jornalista David Talbot para contar a sua vida. A narrativa passa então abruptamente para o século XV, em Kiev Rus — uma cidade em ruínas dominada pelos mongóis onde Armand vive a sua infância — e depois para Constantinopla, onde ele é vendido como escravo por caçadores tártaros. Seu comprador é um Marius, um misterioso pintor veneziano (também vampiro). Ele é quem dará a Armand o dom da imortalidade.

A autora descreve em detalhes o sensual relacionamento do ainda mortal Armand com o seu mentor e a conseqüente transformação do pupilo em vampiro. Quando esta finalmente ocorre, as cenas fortes de sexo são substituídas pelo questionamento de Armand, forçado a escolher entre a imortalidade adquirida e a salvação de sua alma.

O romance descreve cenas de luxo e elegância no suntuoso palácio renascentista de Marius, em Veneza, passa para mirabolantes aventuras e cultos diabólicos na Paris do século XIX, até chegar à Nova Orleans de hoje. Os capítulos finais relembram o significado profundo dos vampiros de Anne Rice: uma metáfora para os mais intensos e ocultos desejos do ser humano.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.