sábado, 27 de junho de 2015

World Wide Livro #32: 8 Conspirações Literárias

1. A J.K. Rowling não existe

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O realizador norueguês Nine Grunfeld defende que a J.K. Rowling não existe, argumentando que a loirinha que nós conhecemos não passa de uma actriz paga para representar o papel de escritora. Sete best-sellers em dez anos, de uma pessoa que ninguém conhecia... é demais para Grunfeld, que acredita que, na verdade, é um conjunto de escritores que está por trás do famoso Harry Potter.

2. Charlotte Brontë e a morte das suas irmãs

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Quem, secretamente ou não, nunca desejou que o talento lhe corresse nas veias? Todos conhecemos as famosas e talentosas irmãs Brontë - Charlotte com Jane Eyre, Emily com O Monte dos Vendavais e Anne com A Inquilina de Wildfell Hall - que se tornaram vultos na literatura mundial. Infelizmente, nenhuma delas viveu para chegar aos quarenta, supostamente devido à tuberculose, mas há quem não se acredite nisso.
O criminologista James Tully, autor do livro The Crimes of Charlotte Bronte, acredita piamente que foi Charlotte quem matou as suas irmãs. Movida pela inveja da fama que as irmãs gozavam, juntou-se a um pároco e envenenou as duas irmãs, assim como Branwell, seu irmão. Após a morte dos três, os seus rendimentos foram todos parar às mãos de Charlotte, que acabou por ser envenenada pelo pároco, com quem entretanto se casou, e assim o senhor ficou com os rendimentos todos.

3. Tolkien e C.S. Lewis ocultistas

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Mundialmente conhecidos, tidos como génios e inspiração para milhares de outros, muitos defendem que, na verdade, Tolkien e Lewis estavam a preparar o mundo através dos livros para a Nova Ordem Mundial.
No caso de O Senhor dos Anéis, o olho de Sauron representa o famoso olho dos Iluminatti. Gandalf simboliza o reconhecido Aleister Crowley, enquanto Frodo é um aspirante, que luta para se integrar no esquema das coisas. Tolkien não se livra da acusação que as suas runas são copiadas de um conhecido texto wicca, The Book of Shadows. Como se não bastasse, o anel aparece ligado a uma forma dos Iluminatti controlarem as pessoas, um anel para a todos governar. O facto de Tolkien ter dado aulas em Oxford, uma universidade que se sabe ser dos Iluminatti, mostra como o autor estava a tentar baixar a resistência dos seus alunos ao Ocultismo.
Já no caso de Lewis, cuja obra é normalmente associada a alegorias cristãs, o mesmo senhor das teorias acima defende que é uma óptima leitura... para o caso de se quererem juntar a um grupo de bruxas, pois cada um dos seus livros está recheado de símbolos pagãos.

4. Edgar Allan Pöe foi assassinado?

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Um dos mestres nas histórias de detectives, também a sua morte tinha de ter o seu quê de mistério. No dia 3 de Outubro de 1849, Pöe apareceu em Baltimore, em delírio e a usar a roupa de outra pessoa. Quatro dias depois, morre. Terá sido overdose? Diabetes? Raiva? Ou terá sido assassinado?
Uma das teorias envolve política. Na altura, era prática mais ou menos comum nos tempos de eleições haver grupos de pessoas que espancavam e drogavam inocentes, de modo a obrigá-los a votarem todos os dias no mesmo candidato, tendo o cuidado de lhes mudar a roupa, para não serem reconhecidos.
Outra teoria é mais pessoal, defendendo que Pöe estava envolvido com uma mulher cujos irmãos, depois de descobrirem o seu vício com a bebida, o tentaram convencer a deixar a mulher, tendo acabado da maneira como supostamente terá acabado.
Uma teoria ainda mais estranha é que Pöe foi assassinado pela Maçonaria, por ter revelado demasiada informação nos seus escritos, como por exemplo em O Barril de AmontilladoNever Bet the Devil Your Head.

5. Shakespeare não escreveu as suas peças

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Já anteriormente falei neste assunto aqui no Eu e o Bam, pois é uma luta constante. Os que defendem que realmente foi o homem de Stratford-Upon-Avon que escreveu as peças são os chamados Stratfordians, ao passo que os que não se acreditam são os Anti-Stratfordians. E enganem-se se pensam que são só loucos; entre estes últimos encontramos vultos como Charlie Chaplin, Vanessa Redgrave, Sigmund Freud, Charles Dickens e Orson Welles.
O principal argumento era que Shakespeare não era ninguém, logo nunca conseguiria escrever o que ele escreveu. Os suspeitos são imensos, chegando ao ponto de se acreditar que a própria rainha, Elizabeth I, estivesse por trás dos escritos.

6. O Conde de Monte Cristo é uma alegoria jesuíta

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Dentro das teorias da conspiração, os Jesuítas são frequentemente chamados à conversa, tal como acredita Eric Phelps, autor de Vatican Assassins, que defende que estão atrás de praticamente tudo. Acreditava também que Alexandre Dumas sabia esta verdade, expondo-a através do seu clássico O Conde de Monte Cristo. Phelps argumenta que o Conde simboliza um general jesuíta, que é exilado numa ilha, tal como aconteceu na vida real com tantos outros. A fuga do Conde é comparada à chegada de Napoleão Bonaparte à Europa, na procura de vingança.

7. Lewis Carroll era o Jack the Ripper

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Ainda hoje ninguém pode afirmar com toda a certeza de quem foi, na verdade, Jack the Ripper. A não ser que sejam Richard Wallace, autor de Jack the Ripper, Light-Hearted Friend, que acredita que o famoso assassino era, de facto, o escritor Lewis Carroll. O seu argumento é que num dos livros sobre Alice, há um anagrama com a confissão da identidade do Ripper... anagrama um pouco adaptado, com algumas alterações de letras, mas não é tudo. O autor acredita também que o número 42 é a resposta para tudo, pois Carroll teria, alegadamente, uma obsessão com esse número; ora, basta imaginar que 42, embora nada tendo a ver com as vítimas, era sempre possível de obter. Uma das vítimas tinha 39 anos e recebeu 39 golpes, e 39 + 3 = 42. E por aí adiante...

8. Stephen King matou John Lennon?

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Steve Lightfoot, autor de Stephen King Shot John Lennon, acredita que sim. Baseado em mensagens codificadas presentes nas manchetes dos jornais Time e Newsweek, Lightfoot acredita que Richard Nixon e Ronald Regan queriam o Beatle morto, assim como os seus apelos pela paz. E ninguém melhor que Stephen King para fazer o trabalho. King deixou provas do seu envolvimento plantadas nas suas obras, nomeadamente em A Hora do Vampiro e Zona de Perigo. Lightfoot chegou, inclusive, a fazer protestos em que acusava King da morte do músico.


Teorias da conspiração há em todo o lado.. Quais as vossas opiniões acerca destas?

4 comentários :

  1. Adorei este artigo, não conhecia esta temática do teu blogue. Muito bom!
    http://leituras-do-instante.blogspot.pt

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  2. Haja criatividade para conspirações malucas xD

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    1. É verdade! Do que esta gente se vai lembrar... xD

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Obrigada por comentares :)