sábado, 18 de julho de 2015

World Wide Livro #33: Visitar Casas de Escritores Pt. II


Casa de Bocage

A Casa de Bocage situa-se em Setúbal, na Rua Edmond Bartissol 12 (antiga Rua de São Domingos). Aqui nasceu Manuel Maria Barbosa du Bocage, poeta português, em 1765.

Em 1888, foi comprada pelo Visconde Edmond Bartissol, e foi por este senhor oferecida à Câmara de Setúbal.

Actualmente possuí uma biblioteca especializada relacionada com a vida e obra do poeta. O seu espaço é utilizado como galeria para exposições temporárias, bem como alberga o Arquivo Municipal de Fotografia Américo Ribeiro.

A actual lápide é a seguinte:

Esta casa onde nasceu o insigne poeta
Manuel Maria Barbosa du Bocage
a 15 de Setembro de 1765, foi adquirida
pelo Visconde de Bartissol e por ele
doada ao município no ano de 1888.

HPIM6935

Casa Memória de Camões

Uma muito antiga tradição de Constância, passada de geração em geração, afirma que Camões aqui terá vivido durante algum tempo, em cumprimento de uma pena a que fora condenado, apontando umas ruínas à beira do Tejo como tendo sido a casa que acolheu o épico.

Essa tradição ganhou expressão nacional graças ao empenho do dr. Adriano Burguete, médico constanciense que, nos meados do século passado, se esforçou por demonstrar a veracidade da tradição popular, e ao trabalho e persistência de Manuela de Azevedo, jornalista, que, de então para cá, tem dedicado a maior parte da sua vida a esta causa.

As ruínas da casa quinhentista foram classificadas como imóvel de interesse público em 1983. Sobre elas, depois de consolidadas, foi erguida a Casa-Memória de Camões, segundo projeto da Faculdade de Arquitectura de Lisboa. As obras, iniciadas em 1991, arrastaram-se por vários anos devido à dificuldade sentida pela Associação da Casa de Camões para reunir os financiamentos necessários.

Para além de preservar, valorizar e divulgar a relação de Camões com Constância, a casa acolherá um Centro Internacional de Estudos Camonianos.


Casa Museu Afonso Lopes Vieira

Um edifício residencial principal situado junto ao mar , onde está instalada, no primeiro andar, a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira e no rés-do-chão, parte das instalações da Colónia Balnear Afonso Lopes Vieira;

Capela e Edifício anexo, situado a Norte, onde funcionam os dormitórios da Colónia Balnear.

A casa foi oferecida pelo pai de Afonso Lopes Vieira como prenda de casamento, ao poeta e à sua mulher, D. Helena Aboim, em 1902. Aqui viveram durante longos períodos de tempo - principalmente durante as estações mais quentes, de Abril a Outubro – alternando com as estadias na casa das Cortes e na Casa de Lisboa.
Foi na “Casa-Nau”, como lhe chamava, que Afonso Lopes Vieira escreveu grande parte das suas obras literárias, ensaios, conferências, artigos, etc. e recebeu grandes nomes das artes e da literatura nacional do princípio do século XX.

A casa constitui em si um testemunho literário da obra de Afonso Lopes Vieira, na medida em que possui diversos elementos decorativos mandados aplicar por este, ao longo da sua vida (principalmente expressos em lápides e azulejos) que aludem a algumas das suas obras.

Em 1938, no seu testamento, o poeta legou a casa à Câmara Municipal da Marinha Grande, para que aqui fosse instalada uma Colónia Balnear Infantil, para os filhos dos operários vidreiros, bombeiros e trabalhadores das Matas Nacionais.

Encontra-se a funcionar como tal desde 1949, onde as crianças têm passado alguns períodos das suas férias, realizando actividades, frequentando a praia e visitando a região.

A Casa-Museu Afonso Lopes Vieira está instalada no primeiro andar da sua antiga residência, área de maior importância na vida literária do poeta, uma vez que constitui o palco por excelência da criação das suas obras e da sua vivência como homem de letras e da arte, amante da natureza.

Outrora a casa de Afonso Lopes Vieira foi centro de reunião de muitos escritores e intelectuais. Hoje é Casa-Museu aberta ao público, e guarda no seu interior diversos objectos pessoais deste ilustre poeta que escreveu grande parte da sua obra em São Pedro de Moel. Ali funciona também a Colónia Balnear desde 1949, tal como o desejou Afonso Lopes Vieira ao doar a sua vivenda à Câmara Municipal da Marinha Grande.

Fontes: 1, 2, 3

Confesso que desconhecia a existência das três casas, mas as únicas que me interessam são mesmo a de Bocage e a de Camões. Talvez um dia tenha esse gostinho!

E vocês, já ouviram falar ou já visitaram alguma destas casas? Qual é a vossa experiência?

2 comentários :

  1. Ois,

    Bem excelente mensagem, não conhecia nenhuma tambem mas agora fiquei com muita curiosidade, boa divulgação :D

    Bjs

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Eu também não amigo... mas a de Bocage, principalmente Bocage... ai ai ai :)

      Beijinhos

      Eliminar

Obrigada por comentares :)