Jóia Perdida, de Anne Bishop - Opinião [Saída de Emergência]

janeiro 08, 2016

Jóia Perdida (The Black Jewels #6)
Título: Joia Perdida
Título Original: Tangled Webs
Série: Joias Negras
Autora: Anne Bishop
Editora: Saída de Emergência
Ano de Publicação: 2008
Páginas: 309

É sempre difícil falar sobre um livro de Anne Bishop e manter-me afastada dos lugares-comuns: como a autora é, simplesmente, uma das melhores, como os seus mundos são originais, negros e terrivelmente sensuais, como as suas personagens são inesquecíveis... mas a verdade é que é tudo isto e muito mais.

Apesar da sua grandiosidade, Jóia Perdida é, até agora, o livro mais fraco das Jóias Negras. Isto não faz de si um mau livro, nem por sombras; os outros é que são anormalmente melhores. Este volume conta a história de Jarvis Jenkell, um escritor meio-Sangue que decide emprisionar os SaDiablo numa casa armadilhada, como forma de vingança da sua linhagem não ser reconhecida e como trabalho de investigação para o seu novo livro. A premissa faz lembrar o filme Saw, o que desconheço se foi propositado ou não mas que, sinceramente, não me agradou a 100%. No entanto, o que mais me desagradou neste livro foi mesmo o tempo que a acção levou realmente a começar. Só muito para a frente na história é que a casa e o jogo entram, e isso matou um pouco o espírito para mim. Mas não pensem que é só palha antes: um dos traumas de Lucivar começa a ser sarado e este aspecto é das coisas que mais gosto nos livros fora da trilogia: ver as personagens explicadas, conhecê-las mais a fundo, criar laços cada vez maiores com elas... eu nem sequer morria de amores por Lucivar!
A magia da escrita de Anne Bishop continua bem presente e a cada livro me apaixono mais por Daemon e Jaenelle... mesmo com pequenas descrições simples, a autora consegue deixar-nos a suspirar por mais.

Estive mais de um mês para na página 50... e depois, em dois dias, devorei as 250 páginas que restavam. Um bálsamo para a alma de um leitor, é sempre um prazer retornar aos mundos de Anne Bishop.

Sei que me repito, mas não posso deixar de recomendar Anne Bishop e qualquer um dos seus fantásticos livros a toda a gente.

'It's in the eyes. That's what changes the face from person to predator. That's the key to the truth about the Blood. The eyes say, "We aren't like you. We come from the same races. We laugh and love and grieve and cry. We have hopes and dreams and regrets and bitter disappointments. We feel the same things you feel. But we aren't like you. We are the guardians of the Realms. We are power. We are the Blood. Walk softly when you walk among us.'
(não encontrei a citação em português e perdi a página em que estava, lamento)

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.