Leituras no Feminino III

março 03, 2016


Este ano, em vez de vos recomendar livros para oferecer à Mulher, para celebrar este dia vou antes trazer-vos escritoras que me são queridas e falar um pouco delas e da sua obra.
Aos que esperavam recomendações, joguem pelo seguro no que toca a livros: ou garantam que é do autor ou autora de eleição e que a pessoa ainda não tem o livro, ou ofereçam com talão de troca. Simples :)

Hoje trago-vos...

Juliet Marillier


Juliet Marillier é uma escritora de fantasia neo-zelandesa. Cresceu rodeada de folclore celta, o que influenciou a sua escrita, tendo mesmo ditado algumas decisões da sua vida adulta. Nos seus tempos livres, Juliet esforça-se a lutar por causas em prol dos animais abandonados, partilhando mesmo a sua casa com um pequeno grupo de cães recolhidos da rua.

Sevenwaters


Ilhas Brilhantes


Crónicas de Bridei


Wildwood


Shadowfell


Blackthorn & Grim


Livros Independentes


É, para mim, a escritora que mais guardo no coração. Juliet Marillier é-me impossível de caracterizar, tamanho carinho e admiração que sinto por si. Conheci o seu trabalho numa aula de Português do 8º ano, quando uma amiga minha falou do seu livro A Filha da Floresta. Pedi-lhe emprestado e depois li uma série deles de seguida... Marcaram-me muito, mesmo. Foi a primeira vez que chorei a ler um livro. E, para mim, esta frase dirá sempre tudo...


Não há ninguém que crie ambientes mágicos, personagens inesquecíveis e histórias de amor de uma forma tão bela como Juliet. Para além de a nível pessoal me parecer uma boa pessoa (a sua queda por animais), o seu trabalho... está bem lá no alto. Nunca me cruzei com uma escritora que adorasse a tantos níveis como esta. Há algumas que também serão sempre especiais para mim... Mas Juliet Marillier é o topo dos topos.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.