sábado, 12 de março de 2016

Love Letters of Great Men, de John C. Kirkland - Opinião

Love Letters of Great Men
Título: Love Letters of Great Men
Autor: John C. Kirkland
Editora: Createspace
Ano de Publicação: 2008
Número de Páginas: 140

Cartas de amor... quem não as escreve?

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos, 21/10/1935

Guardei este livro para ler por alturas do Dia dos Namorados, só porque sim. O livro começa de uma forma bastante interessante:

"Por milénios, o guerreiro poeta tem sido o arquétipo do herói romântico. Poderoso mas sensível, perigoso mas amoroso, brilhante mas incompreendido. Desde Ulisses a Indiana Jones, todos os homens querem ser como ele e todas as mulheres querem estar com ele. Apesar da prevalência deste ideal, muitos acreditam que o guerreiro poeta apenas existe no reino da ficção. De facto, como poderão ler na compilação de cartas de amor aqui reunidas, alguns dos maiores líderes da História mostraram, pelo menos àqueles que mais lhes eram queridos, que também têm a alma de um poeta."
[tradução livre]

Depois somos levados numa viagem por séculos de amor e de diferentes formas de o expressar por escrito.
Confesso que esperava mais deste livro. Algo mais... romântico, mais lamechas. Não posso deixar de apontar a carta de Napoleão, uma das melhores que li nesta obra: carinhoso, rude, e carinhoso de novo. Love Letters of Great Men dá-nos uma perspectiva diferente da qual estamos habituados a Homens que deixaram o seu nome na história. Há passagens verdadeiramente comoventes, outras que nos deixam indiferentes. Cada carta vem acompanhada de uma pequena biografia sobre o seu autor.

Publius Ovidius Naso, Beethoven, Victor Hugo, Flaubert, Balzac e Mark Twain. Verdadeiras palavras de amor, as cartas que me fizeram apreciar este livro e ficar contente por o ter lido.

"Alas, my poetry has no great powers, my lips are inadequate to sing your worth (...)
et so far as my praise has any power, you will live, for all time, in my verse.

You are the support on which my ruins rest; if I am still anyone, it is all your gift."

- Publius Ovidius Naso

"—Much as you love me—I love you more—

Be calm, only by a calm consideration of our existence can we achieve our purpose to live together—Be calm—love me—today—yesterday—what tearful longings for you—you—you—my life—my all—farewell.  Oh continue to love me—never misjudge the most faithful heart of your beloved.
ever thine
ever mine
ever ours"

- Beethoven

"My dearest, 
    When two souls, who have sought each other for however long in the throng, have finally found each other… a union, fiery and pure as they themselves are… begins on earth and continues forever in heaven. 
    This union is love, true love,… a religion, which deifies the loved one, whose life comes from devotion and passion, and for whom the greatest sacrifices are the sweetest delights. 
    This is the love that you inspire in me… Your soul is made to love with the purity and passion of angels; but perhaps it can only love another angel, in which case I must tremble with apprehension. 
    Yours forever, 
    Victor Hugo"

"I will cover you with love when next I see you, with caresses, with ecstasy.  I want to gorge you with all the joys of the flesh, so that you faint and die.   I want you to be amazed by me, and to confess to yourself that you had never even dreamed of such transports... When you are old, I want you to recall those few hours, I want your dry bones to quiver with joy when you think of them."

- Flaubert

"My beloved angel, 
    –I am nearly mad about you, as much as one can be mad: I cannot bring together two ideas that you do not interpose yourself between them. 
    I can no longer think of anything but you. In spite of myself, my imagination carries me to you.  I grasp you, I kiss you, I caress you, a thousand of the most amorous caresses take possession of me."

- Balzac

"Livy dear, 
    I have already mailed today’s letter, but I am so proud of my privilege of writing the dearest girl in the world whenever I please, that I must add a few lines if only to say I love you, Livy.  For I do love you, Livy... as the dew loves the flowers; as the birds love the sunshine; as the wavelets love the breeze; as mothers love their first-born; as memory loves old faces; as the yearning tides love the moon; as the angels love the pure in heart...  Take my kiss and my benediction, and try to be reconciled to the fact that I am 
    Yours forever, 
    Sam"

- Mark Twain

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