Um Conto, Um Ponto #31: No Carnaval Ninguém Leva a Mal, de Carina Portugal

abril 04, 2016

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Título: No Carnaval Ninguém Leva a Mal
Autora: Carina Portugal
Edição: Fantasy & Co.
Ano de Publicação: 2016
Páginas: -

É sempre com expectativas altas que volto a ler Carina Portugal. Quem tem vindo a acompanhar o blogue sabe que sou fã da autora, que é, na minha opinião, uma mais valia na escrita que se faz em português.

Talvez, por isso, tenha ficado um bocadinho... triste com este conto. Não sabia o que esperar, pois nem sinopse há - conta a história do Sr. Jacinto e do seu encontro com Ernestina, a Morte, encontro esse assistido pela pequena bruxa Emma. Mas esperava algo talvez mais adulto. Não me interpretem mal: é uma história bastante engraçada, mas que considero mais apropriada para um público mais infantil. Pensando deste modo, é uma história cinco estrelas.
Neste pequeno conto, temos bem presente uma das coisas que distingue Carina: a sua excelência na escrita. Dá gosto ler as suas palavras, em estruturas tão perfeitas que por si só já vale a pena. Mas leiam este pequeno conto, pois ficamos com a sensação de dever cumprido, uma vez que a autora o desenvolve o suficiente para nos sentirmos satisfeitos com a leitura, não exigindo nada mais.

Sem mais apelo senão este: leiam Carina Portugal.

* esta imagem não é a capa, apenas uma imagem que encontrei que julguei adequar-se à história; este conto ainda não tem capa.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.