A Ler: Está Tudo na Cabeça, de Alastair Campbell [Bizâncio]

junho 13, 2016

Título: Está Tudo na Cabeça
Título Original: All In the Mind
Autor: Alastair Campbell
Editora: Editorial Bizâncio
Ano de Publicação: 2010
Páginas: 352

Emily é a traumatizada vítima de uma queimadura grave, Arta é uma refugiada kosovar que recupera de uma violação, David Temple sofre de depressão há demasiado tempo, e o ministro Ralph Hall vive com pânico de que o seu alcoolismo seja descoberto. Todos estes personagens tão diferentes têm algo em comum: são todos pacientes do professor Martin Sturrock, psiquiatra, com quem cada um deles passa uma hora, todas as semanas. Mal sabem, porém, quão doente está o professor Sturrock. Durante anos e anos o dedicado médico refugiou-se no trabalho para afugentar os seus demónios pessoais. Mas os seus fantasmas perseguem-no, a sua vida desmorona-se e a única ajuda a que pode recorrer é a de um dos seus pacientes.

O notável primeiro romance de Alastair Campbell mergulha fundo nos recantos mais obscuros da mente humana, trazendo-nos um absorvente retrato da interdependência que pode estabelecer-se entre médico e doente. Simultaneamente comédia e tragédia de vidas comuns, esta é uma obra repleta de compaixão por aqueles para quem o dia-a-dia é vivido à beira do abismo.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.