World Wide Livro #40: Autores Cujas Mortes São Mais Estranhas Que As Suas Ficções

junho 18, 2016

Um título longo mas que se adapta surpreendentemente bem. Para quem gosta de um bom mistério da vida real, aqui ficam seis histórias que ainda hoje estão sem uma explicação satisfatória.

1. Edgar Allan Pöe

Um escritor cuja vida e obra dispensam apresentações, tornando assim o mistério à volta da sua morte ainda mais sedutor. Contava 40 anos quando foi encontrado num estado alterado, a deambular pelas ruas de Baltimore. Foi levado para o hospital, onde veio a morrer pouco tempo depois - só não se sabe de quê, ao certo. No relatório da autópsia pode-se ler congestão cerebral, mas isto não sossegou as diferentes teorias que foram aparecendo ao longo dos anos para justificar a sua morte. Desde um excerto de porrada a ser vítima de cooping (um esquema de eleições fraudulento), a passar por álcool, envenenamento por monóxido de carbono ou outras substâncias, raiva, tumor cerebral, gripe e assassínio, a verdade é que ainda não se chegou a um consenso acerca das razões da sua morte.

2. Dante Alighieri

A morte do famoso autor de A Divina Comédia não é assim tão estranha como o que aconteceu depois. Depois de morrer em 1321 de malária, a expressão "todos queriam um pedaço seu" tornou-se bem real. O seu corpo foi enterrado em Ravenna, depois exumado e por fim escondido numa parede de tijolos. Oficiais da Igreja temiam que conterrâneos de Dante tentassem recuperar o corpo e assim decidiram emparedá-lo. Os seus restos foram encontrados séculos depois, numa reconstrução, e o facto é que alguns dos seus ossos estavam a faltar.

3. Tennessee Williams

Uma morte digna de figurar no programa de televisão 1000 Maneiras de Morrer. O escritor estava no seu quarto de hotel quando se sentiu incomodado com os próprios olhos. Decidiu meter algumas gotas e acabou morto, asfixiado pela tampa do frasco das gotas. Outras teorias defendem que morreu asfixiado com a tampa do seu spray nasal. Como se tudo isto não bastasse, não foi cumprido o seu desejo de ser enterrado no mar - ao invés foi enterrado num cemitério comum.

4. Ésquilo

O pai da tragédia grega teve uma morte... trágica. Levou com uma tartaruga na cabeça e morreu do impacto. Públio Valério Máximo, seu amigo, acredita que foi obra de uma águia, animal conhecido por caçar tartarugas e depois deixá-las cair em rochas para partir a carapaça e depois poder comê-las. Sendo assim, a cabeça de Ésquilo foi confundida precisamente com uma rocha e isso levou à sua morte.

5. Percy Shelley

O famoso autor morreu afogado, no mar; mas o estranho foi o que aconteceu após a sua morte. Durante a cremação, o coração de Percy simplesmente não ardia, mantendo-se intacto. Aparentemente, uma testemunha retirou o coração da câmara e entregou-o à viúva Mary Shelley, tornando o seu coração uma espécie de prova de amor para sempre. Cientificamente falando, os médicos acreditavam que o coração do escritor estava a calcificar-se ainda em vida, impedindo assim a sua combustão.

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1 comentários

  1. Olá! Adorei o post :D são curiosidades bem intessantes. Como se costuma dizer, a realidade consegue superar a ficção...

    Boa semana!

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Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.