terça-feira, 30 de agosto de 2016

Bando de Corvos, de Anne Bishop - Opinião [Saída de Emergência]

Bando de Corvos (Os Outros, #2)
Título: Bando de Corvos
Título Original: Murder of Crows
Série: Os Outros
Autora: Anne Bishop
Ano de Publicação: 2016
Número de Páginas: 416

Nesta nova série somos transportados para um mundo habitado pelos Outros, seres sobrenaturais que dominam a Terra e cujas presas prediletas são os humanos. 

Depois de conquistar a confiança dos Outros que habitam Lakeside, Meg Corbyn teve alguma dificuldade em perceber o que significa viver entre eles. Como humana, Meg deveria apenas ser tolerada como presa, mas os seus dons como cassandra sangue tornam-na algo mais. 

A aparição de duas drogas aditivas foi a faísca que desencadeou a violência entre os humanos e os Outros, resultando em mortes para ambas as espécies nas cidades limítrofes. Quando Meg tem um sonho sobre sangue e penas negras na neve, Simon Wolfgard – o líder metamorfo de Lakeside – pergunta-se se a profetisa de sangue sonhou com o passado ou uma ameaça futura.

À medida que as profecias se revelam a Meg, cada vez mais intensas e dolorosas, as intrigas adensam-se em Lakeside. Agora, os Outros e o punhado de humanos que aí residem terão de reunir forças para parar o homem que se assume como o verdadeiro profeta de sangue – e extinguir o perigo que ameaça destruir todos os clãs.

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Finalmente chegou às minhas mãos o segundo volume da série Os Outros, a mais recente escrita por Anne Bishop e felizmente a ser editada, com qualidade, em Portugal. Tinha ainda alguns livros a ler à frente deste, mas não lhe pude resistir mais; estava ansiosa por ler.

Em Bando de Corvos temos uma história mais familiar, mais detalhada, que nos permite conhecer melhor o mundo de Namid e, sobretudo, o Pátio de Lakeside. As profecias de Meg continuam a acontecer - está-lhe, literalmente, no sangue - e quando acabam por morrer metamorfos, o assunto toma novas dimensões. Finalmente temos Simon e os demais atrás do Controlador, o humano que estava por trás do tráfico do sangue das Cassandra Sangue, e que continua atrás de Meg.
A narrativa é incrivelmente lenta. Temos tempo de conhecer as personagens, de imaginarmos com detalhe os ambientes, de, simplesmente, nos ligarmos ao mundo. O facto de ser lenta não a torna pior, nada disso - apenas se desenrola de uma forma mais suave, com os momentos de tensão a crescer gradualmente até nos fazer devorar as páginas umas atrás das outras para saber o que acontece.
Como sempre, sou bastante suspeita para falar; quem me segue, sabe o quanto adoro Anne Bishop. Mas é que não percebo o que há para não adorar. A autora é simplesmente fantástica, fabulosa, espectacular, maravilhosa, chamem o que quiserem, nada lhe faz jus. As suas personagens são credíveis e fáceis de se conectar com o leitor. A sua escrita fluída e intensa torna cada página uma aventura a saborear. Uma das melhores escritoras de sempre, ponto final.
O leque enorme de personagens mantém-se mas o facto de esta ser uma leitura mais calma permite-nos conhecer melhor cada uma, conforme vão desfilando pelas páginas. E mesmo as ligações que as próprias personagens estabelecem entre si são tão bem pensadas que... uau. Simplesmente uau. Ver a evolução da relação dos Outros com os humanos, com Meg, a relação de Meg com qualquer ser vivo... Uau.
Chegamos ao fim e nem damos por ela. Uma construção lenta, um mundo em guerra, raças e personagens e mortes e descobrimentos... e de repente chegamos ao fim. Queremos mais!

Vou ser um bocadinho spoiler, mas é uma coisinha pequenina mesmo: continuamos sem ver um romance concreto entre Meg e Simon. Claro que sabemos que vai acontecer e que, embora não se tenham apercebido, já se estão a apaixonar um pelo outro, a verdade é que em Bando de Corvos a sua relação mantém-se bastante cândida. E nem senti falta disso. Senti no volume anterior, em Letras Escarlates. Neste segundo livro, não dei pela falta da relação amorosa, pois a sua amizade - "amizade" - é tão pura, tão protectora, tão inocente, que deixou a romântica em mim satisfeita.

Continuo a puxar a brasa à minha sardinha e a defender Efémera como a obra-prima de Anne Bishop; no entanto, Os Outros também é leitura obrigatória. É uma fantasia bastante dura, não tão sonhadora como o restante trabalho da autora, mas de igual qualidade. É uma história crua, com bastante acção e, ao mesmo tempo, com lugar para toda uma panóplia de sentimentos. Sentimo-nos parte da alcateia. E sentimo-nos terrivelmente ansiosos para ler a continuação!

4 comentários :

  1. Olá Nádia!
    Também sou uma grande fã da Bishop e já li os três livros que foram editados em Portugal. O terceiro é Visão de Prata. É uma autora que ne agrada pelos mundos que cria e pela originalidade. Quanto ao teu spoiler, sei perfeitamente o que falas. E estou mortinha por ver mais alguma coisa daqueles dois. Não vou aprofundar muito visto que ainda não leste o terceiro livro.
    Gostei do teu comentário, beijinhos.

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    1. Olá Luísa,

      Obrigada pela visita e pelo comentário!
      Sim, a Anne Bishop é bastante original e cria mundos fantásticos. Já li o terceiro livro, a opinião é que está atrasada :) Mas mesmo assim... não atam nem desatam! :)

      Beijinhos e bom fim-de-semana!

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  2. Tal como tu sou uma fã incondicional da Bishop, estou em pulgas para ler o 3º, mas a minha série preferida é as Jóias.

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    1. Eu por aqui espero e desespero pela edição em PT do quarto livro! :)

      As Jóias são magníficas, e estou ansiosa por ler os três volumes que me faltam... Mas Efémera... <3

      :D

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