quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Visão de Prata, de Anne Bishop - Opinião [Saída de Emergência]

Visão de Prata (The Others, #3)
Título: Visão de Prata
Título Original: Vision in Silver
Série: Os Outros #3
Autora: Anne Bishop
Editora: Saída de Emergência
Ano de Publicação: 2016
Número de Páginas: 480

Cada vez mais envolvida com Os Outros, assim que acabei Bando de Corvos corri a ler Visão de Prata. Tinha de saber mais, e mais, e mais. É isto que acontece com os mundos de Bishop... são completamente viciantes, nada é em demasia.

Anne Bishop não desilude e o terceiro volume da série mantém o tom de qualidade que é característica da autora e das suas obras. Desta vez, a história gira maioritariamente em torno das Cassandra Sangue enquanto raça e como vão enfrentar o mundo após os acontecimentos decorridos no livro anterior, e como as suas particularidades afectam quem as rodeia.
Uma das coisas que mais gostei foi o ritmo rápido e brutal da narração. É completamente diferente de Bando de Corvos e, apesar de o seu ritmo lento não ter sido algo negativo, toda esta acção foi bem-vinda, trazendo uma emoção que ainda não tinha sentido nestas leituras. Maior parte do livro passa-se quê... em três, quatro dias? Isto é que é uma leitura intensa! Depois, a própria história se torna mais crua. Sendo já um ambiente bastante mais hostil do que aquele que Anne Bishop nos acostuma, em Visão de Prata encontramos uma Namid em ebulição, com graves acontecimentos tanto de um lado como do outro, que ameaçam as frágeis vidas dos humanos. Enquanto leitora, simplesmente detestei o lado dos humanos. Como é que não conseguem perceber que não passam de carne, e que não vai ser um movimento político a seu favor que irá alterar isso? Ainda não sei como me sentir em relação à estupidez humana retratada neste livro: se falta à autora explicar algo, se os humanos são, apenas, carne, e que é uma analogia fácil com a maneira como tratamos a Natureza.
Visão de Prata alarga também a história a outros personagens, sem ser tudo tão à volta de Meg e Simon. Temos as outras profetisas, temos os Corvos, temos os humanos... Principalmente o que acontece com um dos humanos próximos do Pátio, que acabou por se tornar crucial para o desenrolar da história, é sem dúvida um grande ponto a favor.
Continuamos sem ver um ambiente cor-de-rosa e já começo a suspirar com Simon e Meg. Ao terceiro livro, continua sem importar muito mas... já é tempo, não? Algo que também me surpreendeu, e pela negativa, foi o facto de Meg parecer regredir um pouco neste volume. A sua adaptação ao mundo exterior correu tão bem e agora, de repente, volta a recear tanta coisa? Sinto que faltou algo que explicasse uma mudança tão repentina em Meg... mas continua a ser uma personagem fantástica (assim como todo o leque que continua a povoar as páginas). Uma personagem verdadeiramente ingénua e doce, fácil de cativar.

Canso-me de repetir o quão Anne Bishop é genial, e como estende essa genialidade a toda e cada palavra que escreve. A quem não o fez, corram a ler esta maravilhosa série!

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