segunda-feira, 17 de outubro de 2016

A Vidente de Sevenwaters, de Juliet Marillier - Sinopse & Opinião

A Vidente de Sevenwaters (Sevenwaters, #5)
Título: A Vidente de Sevenwaters
Título Original: The Seer of Sevenwaters
Série: Sevenwaters #5
Autora: Juliet Marillier
Editora: Planeta
Ano de Publicação: 2014
Número de Páginas: 413

Sibeal sempre soube que estava destinada a uma vida espiritual e entregou-se de corpo e alma à sua vocação. Antes de cumprir os últimos votos para se tornar uma druidesa, Ciarán, o seu mestre, envia-a numa viagem de recreio à ilha de Inis Eala, para passar o Verão com as irmãs, Muirrin e Clodagh.
Sibeal ainda mal chegou a Inis Eala, quando uma insólita tempestade rebenta no mar, afundando um barco nórdico mesmo diante dos seus olhos. Apesar dos esforços, apenas dois sobreviventes são recolhidos da água. O dom da Visão conduz Sibeal ao terceiro náufrago, um homem a quem dá o nome de Ardal e cuja vida se sustém por um fio. Enquanto Ardal trava a sua dura batalha com a morte, um laço capaz de desafiar todas as convenções forma-se entre Sibeal e o jovem desconhecido.
A comunidade da ilha suspeita que algo de errado se passa com os três náufragos. A bela Svala é muda e perturbada. O vigoroso guerreiro Knut parece ter vergonha da sua enlutada mulher.
E Ardal tem um segredo de que não consegue lembrar-se - ou prefere não contar. Quando a incrível verdade vem à superfície, Sibeal vê-se envolvida numa perigosa demanda.
O desafio será uma viagem às profundezas do saber druídico, mas, também, aos abismos insondáveis do crescimento e da paixão. No fim, Sibeal terá de escolher - e essa escolha mudará a sua vida para sempre.

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*Sevenwaters, Sevenwaters, Sevenwaters*

Na minha cabeça entoo a palavra, qual grito de guerra, numa alegria desmesurada por regressar a um dos melhores universos literários de sempre.

A Vidente de Sevenwaters conta a história de Sibeal, o que era apenas uma das coisas que eu mais queria desde A Filha da Profecia. Antes de ser levada por Ciarán para o seu treino como druida, Sibeal viaja até Inis Eala, onde irá passar o Verão. Mas nem só da formidável Sibeal vive esta história. Os náufragos ganham vida nestas páginas, trazendo Felix e a misteriosa Svala, cujo mistério é, simplesmente, fantástico.
Retornar a Sevenwaters é sempre um prazer inegável. Perdermo-nos na magia de Juliet Marillier, cair no encantamento das suas palavras... ler Sevenwaters é ser vítima de um feitiço do qual não nos queremos livrar. Senti, no entanto, que faltava algo... não senti uma ligação tão profunda entre Sibeal e Felix como senti com os anteriores casais. Não sei o que falhou - mas algo não me conquistou a 100%.
Tirando este pormenor, todo o resto do livro é perfeito, acabando por compensar a relação amorosa. Principalmente a verdadeira história de Svala, que traz a mitologia em todo o seu fervor como factor decisivo no desenrolar da trama. Nunca me passou pela cabeça o que de facto escondia o seu silêncio. A mitologia acaba por estar sempre presente no universo de Sevenwaters, mas vê-la a brilhar nas páginas foi algo que me agradou bastante. Gostei também de ver que a minha querida autora não se limitou a criar uma narrativa nova, invocando apenas antepassados; continuou o conflito presente em O Herdeiro de Sevenwaters, trazendo a ameaça ainda presente de Mac Dara para assombrar e condicionar as personagens.

Não há recomendações que cheguem. Juliet Marillier é uma feiticeira das palavras e Sevenwaters é um mundo mágico e inesquecível. Para ler e reler, para todo o sempre. Como já disse anteriormente: ler Sevenwaters é como voltar a casa.

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