Confissões de uma Suspeita de Assassínio, de James Patterson - Sinopse & Opinião

outubro 10, 2016

Confissões de uma Suspeita de Assassínio (Teen Detective Series, #1)
Título: Confissões de uma Suspeita de Assassínio
Título Original: Confessions of a Murder Suspect
Autor: James Patterson
Editora: Topseller
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 288

Malcolm e Maud Angel eram pais altamente exigentes. Quando são assassinados, a filha mais velha, de dezasseis anos, Tandy, torna-se a principal suspeita do crime. Nesse mesmo dia, ela decide descobrir quem é o verdadeiro assassino, ainda que seja ela própria ou um dos irmãos. Tandy é uma rapariga-prodígio, incrivelmente inteligente e com Conhecimentos fora do vulgar. E agora também é herdeira de uma grande fortuna… Ela guarda muitos segredos, que regressam para a atormentar. Sente-se perdida, vítima da educação recebida dos pais. Mas não seria capaz de os matar… ou seria?
Um thriller emocionante e de leitura compulsiva, onde todos os segredos de Tandy, até os mais obscuros, são revelados. Quem sabe aquilo de que ela é, realmente, capaz?

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Uma leitura diferente do habitual e uma novidade completa: foi assim que James Patterson entrou para a lista de livros lidos de 2016.

Confissões de uma Suspeita de Assassínio é, tal como o nome indica, a história de Tandy, cujos pais são encontrados mortos em casa, e cuja hora da morte ronda a hora em que Tandy e o seu irmão estariam debaixo do mesmo tecto, a dormir. É um livro de uma leitura muito fácil e que se lê muito bem. Conhecendo o autor apenas pelo nome, foi uma estreia bastante positiva, superando as expectativas. O final deixou-me dividida: embora, a partir de certo ponto, fosse expectável, não deixou de ser bom - apenas anticlimático.
Apesar de considerar um bom livro, houve, a meu ver, algo grave que falhou: a dissecação da família Angel. O pouco que antevemos da sua história é extremamente apetecível, e o facto de ser pouco explorada deixa, sem dúvida, um sabor amargo. Um ponto que me chateou um bocado, também, foi o tom da narradora: a forma como esta se dirige ao leitor é, por vezes, irritante. Por norma não gosto de livros cujo narrador se dirija directamente ao leitor, e neste esse factor incomodou-me.

Uma boa história, numa leitura simples e descontraída. É, certamente, um autor para conhecer melhor.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.