quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O Toque da Vampira, de Christine Woodward - Opinião

O Toque da Vampira
Título: O Toque da Vampira
Título Original: Rogue Touch
Autora: Christine Woodward
Editora: Novo Século
Ano de Publicação: 2014
Número de Páginas: 279

Um livro completamente escolhido ao acaso, desconhecendo autora, história, tudo. Simplesmente o acaso decidiu esta leitura, num momento em que eu não sabia o que ler e com vontade de mudar de ares. O título em si fez-me encolher um pouco - seria algo na onda daquelas paranormalidades da moda? - e a capa não ajudou, parecendo-me esquisita demais, mas depois vi Marvel e pensei que nem tudo estava perdido.

O livro conta a história de Anne Marie, uma rapariga com um poder incómodo: o seu toque drena a vida das pessoas. O seu dia-a-dia torna-se extremamente complicado, o que a leva a estar em fuga com um simpático desconhecido que surge na altura certa para a ajudar. No entanto, também esse desconhecido esconde mistérios, e, juntos na fuga, têm de trabalhar nos seus segredos e em si mesmos enquanto pessoas. A história em si desenha-se de uma forma muito interessante, mas, antes de continuar a escrever esta opinião, tenho de vos elucidar sobre uma coisa: eu sou uma completa ignorante quanto aos diferentes mundos de super-heróis que andam por aí. Desconhecia a figura da Vampira, a sua história ao certo, e até hoje continuo sem saber se O Toque da Vampira é de facto a sua história ou se se trata apenas de fan-fiction. Ou se é uma espécie de história oficial alterada. Não sei mesmo. Com isto em mente, continuemos...
Como estava a dizer, a história desenvolve-se de uma forma plenamente satisfatória: somos apresentados a Anne Marie de uma forma gradual, não sendo as suas particularidades e acções do passado despejadas de repente sobre o leitor. Aprendemos a gostar da personagem, embora por vezes possa ter atitudes um bocadinho irritantes, acabamos por nos ligar a si. Já o seu companheiro desconhecido, James, se revela algo maior. Foi, sem dúvida, das personagens que mais gozo me deu conhecer dos últimos tempos. Apesar de não me ter marcado para a vida, as suas (verdadeiras) revelações são brutais e inesperadas. Como já seria de esperar, nasce um romance entre estes dois, e realmente sofri ao ler a forma como se apaixonavam. Apesar de ser repentino, expectável e pouco credível, a paixão que os une custa a ler... basta recordar que o toque de Anne Marie é praticamente letal. O que me leva ao final da história - senti-me revoltada e, de certa forma, triste. Esperava sinceramente mais, algo mais feliz, e senti que não houve um desfecho concreto, deixando-me um sabor amargo na minha alma de leitora.
Senti falta de uma explicação acerca das origens de Anne Marie. Como disse anteriormente, o que eu conheço da sua história é o que li neste livro, mas a autora menciona muito brevemente as suas raízes, apenas para as deixar cair no esquecimento. Tendo em conta que estamos a falar de um ser humano com poderes extraordinários, penso que seria mais que plausível e necessário adicionar uns capítulos em que Anne Marie vai em busca da sua família e descobre o que quer que seja que há a descobrir.

Algo que ficou perdido na tradução foi o verdadeiro significado do título. Deviam ter mantido o original e depois o sub-título traduzido. Anne Marie apelida James de Touch, daí Rogue Touch ter um gosto especial.

Uma leitura rápida e leve, numa altura em que os super-heróis até estão na moda. O Toque da Vampira é uma boa escolha, sobretudo para as meninas, pois tendo em conta o rumo da história, não estou a ver muitos rapazes a apreciar a leitura.

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