sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Trilogia Trylle, de Amanda Hocking - Sinopse & Opinião

Trocada (Trilogia Trylle #1)Dividida (Trylle Trilogy, #2)Iniciada (Trilogia Trylle, #3)
Títulos: Trocada / Dividida / Iniciada
Títulos Originais: Switched / Torn / Ascend
Trilogia: Trylle
Autora: Amanda Hocking
Editora: Rocco
Ano de Publicação: 2013 - 2014

Quando Wendy Everly tinha seis anos, sua mãe foi convencida de que ela era um monstro e tentou matá-la. Onze anos mais tarde, Wendy descobre que sua mãe poderia estar certa. Ela não é a pessoa que ela sempre acreditou ser, e toda a sua vida começa a ser desvendada. Tudo por causa de Finn Holmes. Finn é um cara misterioso e parece estar sempre olhando para ela. Cada encontro deixa Wendy profundamente abalada. Mas não é muito antes de ele revela a verdade: Wendy é uma changeling que foi trocada ao nascer e ele veio para levá-la de volta para casa. Agora Wendy sobre a viagem a um mundo mágico que ela nunca soube que existia, um que é ao mesmo tempo bela e assustadora. E onde ela deve deixar sua antiga vida para trás para descobrir qual será o seu destino.

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Uma trilogia lida de rajada, num mundo novo e a descobrir. No geral, gostei bastante de conhecer o universo criado por Amanda Hocking, embora não traga nada de novo, foram três leituras relaxadas e que apreciei de verdade, muito mais do que esperava, até.

Trocada

Neste primeiro livro da trilogia, somos apresentados a tudo e mais alguma coisa. Conhecemos a vida de Wendy, o seu dia-a-dia, a sua relação com Finn e as revelações que este traz consigo. Viajamos à verdadeira terra natal de Wendy, onde descobrimos as suas origens, a sua história real, o que tem de ser feito a seguir, tudo, tudo, tudo. É muita informação para um só livro mas... eu gostei.
É claro que Wendy e Finn tinham de se envolver. E, é claro, tal relação tinha de ser reprovada. Mas é muito mais do que isso. Eu digo isto depois de ler a trilogia: é muito mais do que isto. Tudo o que conhecemos em Trocada é exponenciado nos volumes seguintes, numa sucessão brutal de desenvolvimentos. Portanto, se consideram este primeiro livro maçador, esperem para ver. A partir daqui só melhora.
Apesar de o mundo criado por Amanda não ser original, gostei da sua abordagem ao mito dos trolls, pois normalmente são retratados como criaturas feias e estúpidas, e aqui são caracterizados como donos de uma beleza e de uma inteligência excepcionais. Talvez isso os aproxime um bocadinho demais da ideia geral dos elfos, mas o que interessa é que a autora pegou num mito quase desinteressante e re-escreveu-o de uma forma mais romântica.
Trocada é uma leitura bastante rápida, não só pela forma descomprometida como a autora escreve, mas também porque há sempre alguma coisa a acontecer. Sempre. E se toda a acção não vos convencer, fiquem pelas personagens: Wendy, a miúda-estranha-quase-rainha, Rhys, o seu humano substituto, que traz precisamente mais humanidade à história, Finn, o tracker-barra-guarda-costas que se apaixona por Wendy e vice-versa, Elora, a mãe-rainha-má, Willa, uma verdadeira amiga, Tove, o miúdo-estranho-poderoso,... E mais, mais, mais.
Chegamos ao fim e... temos de pegar em Dividida o mais rápido possível. A história promete cada vez mais e melhor.

Dividida

Agora que já nos ambientamos a um novo universo, encontramos uma Wendy já mais madura mas ainda assim demasiado humana. Conhecemos também o outro lado do mundo dos trolls - um mundo de traições, conspirações e medos. A história torna-se um pouco mais sombria, sobretudo porque perde grande parte da infantilidade associada ao primeiro volume. As coisas ficam mais sérias e nós, enquanto leitores, ficamos cada vez mais embrenhados na história. Quem mente? Em quem confiar?
O segundo volume da trilogia traz consigo também a personagem que mais me marcou: Loki. Não posso adiantar muito acerca deste Markis, pois ele é absolutamente imprescindível para o desenvolvimento da história, mas penso que quase ninguém ficará indiferente à sua presença.
Sem dúvida que há uma evolução a todos os níveis, e as personagens não ficam atrás: a relação de Wendy com Finn ganha outro tom, Elora cresce, a verdade sobre a vida de Wendy é descoberta, e isso inclui o seu pai. Muitas revelações (Tove!) e surpresas, com um final que deixa em pulgas para o derradeiro volume.

Iniciada

É sempre com um sentimento agridoce que se começa o último livro de uma série, não é? Foi assim que parti para a leitura de Iniciada. Pronta para devorar o final de uma história emocionante mas não preparada para me despedir de personagens tão cativantes.
Agora a história é completamente diferente. Tudo acontece depressa demais, a um bom ritmo, mas tudo se precipita num festival de mais revelações, mais surpresas, mais sentimentos... quase não conseguimos parar para retomar o fôlego. É muita coisa, e nós queremos absorver tudo.
Gostei do fim dado por Amanda Hocking. A morte de algumas personagens, as relações amorosas que se estabeleceram... não me recordo de nenhuma ponta solta que a autora tenha deixado.

Para além dos três livros, há também três contos que completam a história.
Em Os Vittra Atacam, não há propriamente uma história a sério, mas torna-se um conto a ler para se compreender um bocadinho melhor os acontecimentos de Dividida. Como li depois da trilogia, a minha opinião sobre Sara mudou radicalmente. Neste conto a sua personalidade é bastante diferente...
Em Um Dia: Três Caminhos, temos o dia do casamento de Wendy contado por três personagens diferentes. Pontos de vista diferentes, sem dúvida bem-vindos, numa abordagem bastante interessante.
Ever After foi o único que eu não li. Mas andei a pesquisar e pelos vistos é o final dos finais, lindo lindo lindo.

Esqueçam os humanos, ao entrarem no universo Trylle. Do ponto de vista dos trolls, apenas servem para uma coisa, e a verdade é que o seu papel na história vai diminuindo até ser reduzido a praticamente nada. Fiquei um bocadinho chocada ao descobrir para que eram usados, pois no meio de tanta leveza no primeiro volume, levamos com aquela realidade dura e crua. Matt acaba por ser mais ou menos presente, mas houve alturas em que eu perguntei por onde andaria Maggie, pois desapareceu na história.
Fiquei apenas com pena de não ver mais dos poderes de Wendy em acção. Sinto que acabaram por não ser explicados a 100%, tendo em conta que havia diferentes tipos. Quais é que Wendy dominava?

Uma trilogia sem dúvida a ler, onde a heroína tem espaço para crescer e onde nem tudo o que nos é apresentado no primeiro volume o é na realidade. Uma história cheia de surpresas, repleta de acção e que certamente nos faz suspirar.


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