Um Conto, Um Ponto #33: O Beijo, de Alexandra Rolo

outubro 16, 2016

O Beijo
Título: O Beijo
Autora: Alexandra Rolo
Editora: Smashwords
Ano de Publicação: 2014
Número de Páginas: 8

E se na passagem de ano, ao bater da meia-noite, tudo parasse?
E se fosses tu a acordar para este pesadelo?
Mariana abre os olhos para uma verdade impossível. Todos à sua volta estão inconscientes. Nem os ponteiros do relógio se moviam.

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Tinha este conto para ler há já algum tempo, guardado juntamente com outros de autores portugueses. Uma brecha de tempo deu-se e decidi pegar-lhe. É uma leitura muito, muito rápida, mas longe de ser satisfatória.

O Beijo passou-me um pouco ao lado simplesmente porque merecia muito mais do que aquilo que oferece. É uma história extremamente interessante mas tão pouco desenvolvida que, sinceramente, me tirou um pouco do sério. Um conto, por ser um conto, não significa que precise de ter uma dúzia de páginas. Pode ter mais, se tal se justificar, e neste caso justifica-se. Parece mais um excerto daquilo que seria uma óptima história.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.