World Wide Livro #44: 16 Medos (I)Racionais dos Leitores

outubro 15, 2016

1. Querer muito um livro e não conseguir encontrá-lo. Vamos morrer sem meter as nossas mãos nele!

2. Tentar sobreviver entre o fim da leitura de um livro e o lançamento do volume seguinte.

3. Gastar horas sagradas no que depois se revela ser o pior livro da nossa vida.

4. Descobrir spoilers do livro.

5. Descobrir incompatibilidades literárias irreversíveis com pessoas que são importantes para nós.

6. Emprestar um livro e ele ser devolvido em mau estado. Ou não ser devolvido de todo. Ou então sermos nós os criminosos por fazer mal a um livro inocente.

7. Ficar preso em algum sítio e não ter um único livro para ler. Os minutos tornam-se, subitamente, horas.

8. Quando nos interrompem os momentos de leitura. E, como se não bastasse, insistirem em socializar quando estamos a tentar ler.

9. Ter de parar de ler um livro apenas porque a vida não pára e temos de fazer coisas como comer, trabalhar ou dormir.

10. Ler uma história incrível e pensar que nunca mais iremos ler nada tão bom nem nada que nos faça sentir como aquele livro fez.

11. Nunca conseguir ler todos os livros que temos / queremos.

12. Nunca conseguir ter uma biblioteca como aquelas dos filmes.

13. Nunca encontrar ninguém que fique tão obcecado com um livro. Precisamos de alguém que chore connosco e que ouça as nossas 6 horas de teorias mirambolantes.

14. Entrar em pânico ao perceber que a nossa vida amorosa nunca será tão perfeita como as que são mostradas nos livros.

15. Ultrapassar a morte de uma personagem querida.

16. Descobrir que o nosso livro favorito vai ser adaptado ao cinema.

23 medos irracionais que todos os amantes de livros têm

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.