quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Cântico de Sangue, de Anne Rice - Sinopse & Opinião

Cântico de Sangue (As Crônicas Vampirescas, #10)
Título: Cântico de Sangue
Título Original: Blood Canticle
Série: Crónicas Vampirescas
Autora: Anne Rice
Editora: Rocco
Ano de Publicação: 2007
Número de Páginas: 286

Este livro é uma história de amor e lealdade, que retorna à 'Fazenda Blackwood' e mostra o universo do proprietário Quinn Blackwood, e sua amada, Mona Mayfair, que escapa da morte ao receber o Dom das Trevas e se tornar uma vampira. Como consequência da metamorfose de Mona, Lestat, passa a ser assombrado pelo fantasma de Julian Mayfair, um espírito que é guardião da família há anos. Paralelamente, o vampiro experimenta um sentimento até então desconhecido para ele - o amor puro e verdadeiro, descoberto na figura de Rowan Mayfair, médica que, além de bruxa, é prima de Mona e foi responsável por cuidar da jovem durante os anos em que ela esteve doente. Mas levar este romance adiante não será fácil - há várias barreiras a serem superadas, sendo a maior delas Michael Curry, marido de Rowan. A transformação de Mona, em um ser imortal lhe dá forças para tentar solucionar um mistério - a localização de sua filha, Morrigan, levada pouco depois de nascer e cujo parto foi a causa da doença da mãe. Durante a jornada em busca da desaparecida, Lestat, Mona e Quinn, encontram uma ilha particular na costa do Haiti, dominada por traficantes de drogas e habitada por seres monstruosos - os Taltos, criaturas com as quais a família Mayfair, tem uma ligação que remonta a gerações ancestrais. O destino de Morrigan, é conhecido por três representantes da espécie - Oberon, Miravelle e Larkyn, filhos do milionário Ash Templeton, que, no passado, fez amizade com Rowan e Michael.

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Podemos fazer um minuto de silêncio?

Durante 11 anos este livro foi o final das Crónicas Vampirescas. Foi o fim da história de Lestat, de Louis, de Armand, de Marius, de Quinn, de David, de Merrick, de Claudia, de Mona, de tantos outros. Mas, sobretudo, de Lestat. Talvez por eu ter um amor enorme pela personagem, talvez porque está presente em praticamente todos os volumes... Durante 11 anos não houve mais história, não era suposto haver mais história. E o fim de Cântico de Sangue foi simplesmente triste demais para aguentar.

Neste último volume, a história gira à volta de Lestat, Quinn e Mona, que procuram os Taltos e a filha perdida de Mona. No entanto, Lestat procura muito mais do que isso... procura a sua redenção, e, depois de Memnoch, o Demónio, penso que em Cântico de Sangue Lestat volta a atingir o seu auge. Lestat, na sua perfeição, na sua consciência, na sua perseverança de tentar ser melhor, na sua miséria quando se apercebe que não consegue ser melhor. É tudo tão... triste. A narrativa deste livro nem é nada por aí além, pois a temática dos Mayfair continua sem me atrair muito, mas a personalidade de Lestat salta a cada página e é impossível passar-lhe ao lado.
Gostei da forma como no início Lestat se dirige a nós e diz, basicamente, sempre o mesmo. Eu sei que não é comum eu gostar deste tipo de interacção, se calhar é por causa de ser quem é, ou ser um livro de Anne Rice, mas gostei. A constante repetição do que é dito força em nós um sentimento de opressão pela obsessão de Lestat em ser bom e a constante noção de que não pode ser bom, que é um monstro. Só depois de umas longas linhas é que a história começa de verdade, e nesse momento já o meu coração de leitora chorava por Lestat. 

"Eu quero ser um santo."

Antes de começar a ler dei uma vista de olhos pela página do livro no Goodreads - na diagonal, pois o medo de me saltar um spoiler aos olhos é grande demais! Assustou-me um pouco a quantidade de uma única estrela dada constantemente - mas tudo isso foi esquecido logo nas primeiras páginas. As palavras de Lestat tornam-se hipnotizantes, e mergulhamos numa história que, apesar de não ser fantástica, deixa-nos um sabor terrivelmente amargo no fim.

O final... poucas vezes um final me deixou tão triste como em Cântico de Sangue. Consegui não chorar - talvez por saber que há mais? Mas mais uma vez volto ao mesmo: durante 11 anos foi este o fim. E tudo o que consigo pensar é no porquê de ele a ter deixado ir. É infinitamente triste. Tão avassaladoramente sozinho, para sempre.

Não me interessa que muita gente não tenha gostado deste livro ou que considere o Lestat aqui descrito como estúpido. Felizmente nunca deixei de ler um livro só porque alguém disse mal dele.

Outro minuto de silêncio pelo fim de uma era.
E agora uma salva de palmas pelo início de outra, começada em 2014 com O Príncipe Lestat e que continua este ano com um novo livro, Prince Lestat and the Realms of Atlantis.

Uma das melhores séries de sempre, sem dúvida alguma.

2 comentários :

  1. Viva,

    Olha que o nome da escritora no livro está errado não é da Bishop :D

    Bjs e boas leituras

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    Respostas
    1. Pois é! :D

      É o que dá escrever a opinião de uma Anne enquanto se lê outra :D

      Obrigada!

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Obrigada por comentares :)