Harry Potter and the Cursed Child, de J.K. Rowling - Sinopse & Opinião

novembro 30, 2016

Harry Potter and the Cursed Child
Título: Harry Potter and The Cursed Child
Autora: J.K. Rowling
Editora: Arthur A. Levine Books
Ano de Publicação: 2016
Número de Páginas: 327

The Eighth Story. Nineteen Years Later.
Based on an original new story by J.K. Rowling, Jack Thorne and John Tiffany, a new play by Jack Thorne, Harry Potter and the Cursed Child is the eighth story in the Harry Potter series and the first official Harry Potter story to be presented on stage. The play will receive its world premiere in London’s West End on July 30, 2016.
It was always difficult being Harry Potter and it isn’t much easier now that he is an overworked employee of the Ministry of Magic, a husband and father of three school-age children.
While Harry grapples with a past that refuses to stay where it belongs, his youngest son Albus must struggle with the weight of a family legacy he never wanted. As past and present fuse ominously, both father and son learn the uncomfortable truth: sometimes, darkness comes from unexpected places.

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Primeiro, deixem-me contar-vos a minha história com o Harry Potter. Quando houve o boom, em 2001, quando estreou o filme Harry Potter e a Pedra Filosofal, eu tinha 11 anos. Ou seja, precisamente a idade de Harry. Foi quando comecei a ler os livros. O que significa que eu cresci ao mesmo tempo que o Harry Potter. Li os livros (menos o último) - principalmente o primeiro, que li mais do que uma vez, mas os quatro primeiros li entre 2 a 3 vezes cada um - vi os filmes mais do que uma vez, e é um universo que eu realmente gosto. Mas entretanto fui dando prioridade a outros tipos de universos literários, outras coisas... No entanto, hoje em dia, com 26 anos, quase 27, por cima da minha estante ainda tenho um quadro do Harry Potter, com o brasão de Hogwarts.

Estava com um pouco de receio de voltar a visitar este mundo. Afinal, já somos todos adultos - eu, o Harry, o Ron, a Hermione, todos. Eles até já têm filhos! Mas foi um retorno mágico - é inevitável usar esta palavra. Harry Potter and the Cursed Child conta a história de Albus, o filho do meio de Harry, e de como este trava amizade com Scorpius, filho de... tam tam tam tam! Draco Malfoy, exactamente. Mas o mais idiota nesta história é mesmo Albus, que chega a ser irritante de tão... impossível que é. A história passa por alguns saltos temporais, até chegar a um ponto em que Albus e Scorpius têm idade para se meterem em asneira da grossa, e é precisamente isso que decidem fazer, ao viajar no tempo para salvar uma das personagens que J.K. Rowling matou. Ao mesmo tempo, Harry sente a sua cicatriz a dar sinais de vida, significando que Voldemort pode estar a voltar...
É uma história que se lê de uma forma surpreendentemente rápida. O facto de ser uma peça e não um romance, ajuda bastante. Apesar de no início ser um pouco confusa por eu não estar habituada a ler peças, com os nomes todos das personagens e afins, facilmente se entranha em nós. Aliás, as personagens acabam por desenvolver uma voz própria, que em grande parte dos casos nos faz ignorar o nome que antecede as falas e sabemos instintivamente a quem pertencem.
Temos nesta história uma consciência adulta bastante vincada, que se reflecte principalmente na relação de Harry com Albus e como isso afecta a sua relação com Ginnie, Ron e Hermione. Os problemas entre pais e filhos não são exclusivos dos Muggles, pelos vistos.

História resolvida, mais uma vez o mundo está a salvo das garras de Voldemort. Por quanto tempo? Não sei se haverá mais histórias de Harry Potter ainda por nascer, mas certamente que as lerei. Porque voltar a um mundo tão intenso e repleto de recordações como Harry Potter será, para mim, sempre um regresso à infância. Adorei!

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.