Livros para Filmes - Natal #3

dezembro 05, 2016


Paper Angels, de Jimmy Wayne - 2011
Paper Angels, de David Winning - 2014

Paper Angels

Kevin Morrell é um homem de 43 anos, casado e pai, dono de uma bem-sucedida empresa de design e marketing. Quando se cruza com a árvore de Natal do Exército de Salvação, a sua esposa insiste que escolha um dos pedidos.
Esse pedido é de Thomas Brandt, um rapaz de quinze anos que ainda vive as consequências do desmoronamento da sua família - anos de abuso de um pai alcoólico a uma mãe que finalmente o deixou, ficando com os dois filhos e sem dinheiro. A única coisa que permite a Lynn sobreviver é a sua fé.
Esta é a história de um homem e de um rapaz em Dezembro. Um homem cuja vida é mudada com uma simples expressão de bondade, e um rapaz que pega nessa expressão e mostra o verdadeiro significado do Natal.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.