Perversas, de Sara Shepard - Sinopse & Opinião

fevereiro 11, 2017

Perversas (Pretty Little Liars, #5)
Título: Inacreditáveis
Série: Pretty Little Liars
Autora: Sara Shepard
Editora: Rocco
Ano de Publicação: 2011
Número de Páginas: 328

Em Perversas, o leitor recebe um vislumbre do passado e como a amizade entre as cinco protagonistas começou.
Desde a preparação para o ritual da Cápsula do Tempo – tradição na escola desde 1899 –, a popular Ali havia encontrado quatro novas melhores amigas: Spencer, Hanna, Emily e Aria. Com o seu desaparecimento e morte, a vida das meninas do Colégio Rosewood Day nunca mais foi a mesma, e a amizade entre elas também não.
Com o julgamento de Ian Thomas, namorado secreto de Ali, Hanna, Spencer, Emily, e Aria tentam aos poucos resgatar uma vida normal. Mas quando se imagina que o caso da misteriosa “A” está resolvido, as mensagens enigmáticas recomeçam, e eventos bizarros acontecem. As mensagens de agora são ainda mais aterrorizantes do que as anteriores, sendo algumas acompanhadas de fotos reveladoras. O emissor parece rodeá-las sorrateiramente.

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Eu avisei que a pausa entre o último volume e este ia ser curtinha. Acho que durou uns... dois dias, talvez? 😊

Em Perversas temos mais uma série de peripécias que nos mantêm agarrados às páginas, sempre a querer ler e saber mais. As histórias são tão diferentes, mas acabam sempre por se unir... porque a ameaça voltou. Apesar de ainda não ter as Liars unidas como eu desejava, é bom ler sobre os momentos em que se juntam para discutir desenvolvimentos de A.
Adoro a linha da história de Hanna. Para além de ser uma das minhas Liars preferidas, gostei bastante da forma como luta internamente para voltar a confiar em alguém, depois do que aconteceu com Mona. Apesar de ter algumas atitudes um bocadinho mais esquisitas, a verdade é que eu também não consigo confiar em Kate, e, secretamente, embora condenando, vou apoiando as acções de Hanna.
Aria, a cada livro que passa, cai um pouco mais nas minhas graças. Gostei de ler as suas aventuras, se bem que não entendo o porquê do silêncio quanto a Xavier. Então não era mais simples contar logo a verdade? Mas, eu compreendo... tudo pelo bem do drama!
Emily continua a ser uma confusão, pois mantém-se a mesma inconstante e insegura. Começa a ser cada vez mais a Liar que gosto menos, apesar de ter gostado do rumo que a sua personagem leva neste volume.
Quanto a Spencer, a minha favorita, partiu-me o coração. Eu estava mesmo a contar que tudo corresse bem para ela e, de repente, acontece o que acontece. Como é que ela vai sair desta nova alhada?
Apenas me chateou, mais uma vez, a constante repetição do passado. Se num livro anterior foi o vídeo de Aria, neste foi a Cápsula do Tempo. Para além de tornar momentos da leitura aborrecidos, acaba por interferir com o entusiasmo e a ânsia de continuar a ler. Não sei onde Sara Shepard tinha a cabeça para fazer disto um hábito. Espero que seja só uma fase!

Estou ansiosa para saber quem é que anda atrás das meninas agora. Se nos primeiros quatro livros tinha uma ideia de quem seria A, agora não faço mesmo a mínima sobre o rumo que a autora levou, se está parecido com a série televisiva ou não... portanto, agora sim: cada página virada é uma novidade para mim. Claro que tenho as minhas suspeitas pois, como já disse noutro comentário, a má da fita não podia estar a trabalhar sozinha; mas vamos ver onde vai tudo dar.

Pouco mais há a dizer sobre Perversas. Continuo apaixonada pela série de televisão e, ao que parece, pelos livros! São livros muito fáceis de ler e sinto-me sempre tentada a ler só mais um capítulo, pois as reviravoltas são tantas que não dá para parar de ler.

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0 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.