sexta-feira, 28 de abril de 2017

Carrie - A Estranha, de Stephen King - Sinopse & Opinião

Carrie, a Estranha
Título: Carrie, A Estranha
Título Original: Carrie
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 290

Carrie, a estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente.

Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.

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Há muito tempo que queria ler Carrie. Apesar de querer guardar a leitura para uma altura mais propícia - como maratonas dedicadas ao terror ou mesmo Halloween, decidi ler numa altura em que não tinha planeado. Agora, olho para trás e apetece bater-me por não ter lido este livro antes. É absolutamente fantástico!

Carrie conta a história de uma rapariga com poderes de telecinesia adormecidos que, após anos de bullying e repressão religiosa e no auge da puberdade finalmente despertam... apenas para instalar o terror nos que a rodeiam. Olhando para as adaptações cinematográficas, é impossível não sentir pena de Carrie - mas lendo o livro, vemos que a adolescente é retratada quase como uma retardada com graves problemas sociais. Este choque, de Carrie não ser a coitadinha mas vista como algo quase asqueroso (obrigada King pelas descrições da miúda, com os seus olhos bovinos) permitiu criar uma certa distância da personagem, dando mais ímpeto à sua vingança. Apesar da tragicidade da sua história, consegui não simpatizar a 100% com a sua personagem, o que me fez sentir um bocadinho mal, quase como se fizesse parte do grupinho na famosa cena do banheiro. Noutras palavras... eu estaria feita ao bife, naquele baile.
Gostei bastante da forma como a história é contada, através da citação de estudos, livros e testemunhos do caso, para depois ser contada normalmente. Definitivamente mais interessante do que ter apenas a história chapada.
O fanatismo religioso é um dos pontos-chave da história, retratado de uma forma excelente na mãe de Carrie. Há que ambientar o livro, a época em que foi escrito (década de 70)... e é impressionante como, pelo menos nesse aspecto, as coisas mantêm-se praticamente na mesma.

O final do livro é bastante interessante e promissor, e lembrou-me imediatamente A Mansão de Rose Red, uma mini-série de 2001 que eu simplesmente adoro, e que sabia ter a mão de Stephen King. Temos uma referência a Annie... a única pessoa que pode acordar Rose Red e cujo poder é semelhante ao de Carrie. Tratei logo de procurar o livro, apenas para descobrir que King escreveu o guião - não há livro. Que desilusão! Mesmo assim... um pormenor delicioso.

Pouco mais há a explorar e a dizer de Carrie. A sua história é bem conhecida e eternamente reutilizada em filmes de terror adolescentes. As adaptações cinematográficas deste livro foram muito bem conseguidas, a meu ver - e ler o livro só me deu vontade de rever a mais recente, que é o que vou fazer agora mesmo! Carrie, um clássico do terror. Um clássico de King. Um clássico a reler, com toda a certeza.

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