Despertar, de Odette Beane - Sinopse & Opinião

abril 26, 2017

Despertar (Once Upon a Time, #1)
Título: Despertar
Título Original: Reawakened
Série: Once Upon A Time #1
Autora: Odette Beane
Editora: Planeta
Ano de Publicação: 2013
Número de Páginas: 302

Emma Swan sabe muito bem como se virar sozinha. Ela foi abandonada quando ainda era um bebê e a vida não tem sido exatamente um conto de fadas para ela. Quando o filho que ela abandonou anos atrás a encontra tudo se tornará ainda mais complicado. Henry tem 10 anos agora e acredita que a mãe tenha nascido em um mundo alternativo mágico e que, seja a filha desaparecida da Branca de Neve com o Príncipe Encantado. Emma não acredita em uma palavra, mas de acordo com Henry, ela é a única que pode quebrar a maldição, jogada pela Rainha Má, e que afeta todos os personagens dos contos de fadas. Eles estariam presos na nossa realidade, na cidade de Storybrooke, sem seus poderes mágicos e sem qualquer lembrança de quem realmente são.

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No seguimento das minhas leituras de adaptações de/para séries televisivas, não podia deixar de ler este livro, uma vez que gosto muito da série Once Upon A Time.

Ler Despertar foi espectacular. Foi recordar, quase na perfeição, uma temporada que já vi há tanto tempo atrás, e mesmo assim sentir-me maravilhada com a narrativa e com os acontecimentos, mesmo já sabendo mais ou menos o que vinha a seguir. Gostei bastante da forma como a narrativa foi dividida entre o ponto de vista de Emma, no presente e no nosso mundo, e da Branca de Neve, no passado e na Terra Encantada. Este livro é mesmo uma cópia da série, portanto não há diferenças a apontar - apenas podemos esperar que nem todos os acontecimentos tenham sido postos nestas páginas, afinal é um livro e não o guião da série.
O mundo de Once Upon A Time é tão bom! Nele encontramos todas as personagens dos contos de fada que habitam a nossa memória. Mesmo que não apareçam logo todas, mais tarde ou mais cedo os nossos caminhos cruzam-se. Neste primeiro volume, o destaque vai para Branca de Neve e os Sete Anões, mas a sua lenda é um bocadinho mais violenta do que aquela que conhecemos da Disney. Também aqui conhecemos o Capuchinho Vermelho, com um twist mais sangrento do que estamos habituados, e Pinóquio. Ao longo da história outras personagens que nos são queridas aparecem, mas para já, as que realmente têm o seu folclore explorado, são estas (lamento se me estiver a esquecer de alguma!).
Não posso deixar de frisar a relação de Mary Margaret e David. É tão trágica, tão intensa, que não nos passa ao lado. Conseguimos odiar e adorar a mesma personagem, mas torcemos sempre pelo amor. Pelo menos eu, que não me recordava do início conturbado da sua relação, adorei ler a luta que foi. Outra relação que não posso deixar de falar é a de Emma e Henry, e o amor, carinho e sentido de protecção instantâneos que se criaram. É impossível não ler com um sorriso nos lábios. 

Este é o retelling dos retellings: não um, não dois, mas todos os contos de fadas num só, todos a lutar pelo mesmo: pela felicidade, pelo seu e viveram felizes para sempre.

Para quem gosta da série, então sem dúvida que Despertar é uma leitura obrigatória; para quem nunca a viu, penso que irão encontrar uma leitura agradável, pois não me pareceu muito complicado de perceber a história, até porque eu, mesmo não me lembrando de maior parte das cenas, consegui seguir a linha da narrativa. Vamos trazer um bocadinho de finais felizes para o nosso dia-a-dia!

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.