quinta-feira, 13 de abril de 2017

[Leitura Conjunta] Jogador nº1, de Ernest Cline - Sinopse & Opinião

Jogador Nº 1
Titulo: Jogador nº1
Título Original: Ready Player 1
Autor: Ernest Cline
Editora: Leya
Ano de Publicação: 2015
Número de Páginas: 464

Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência.

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Depois de ler O Jogo da Morte, o meu interesse em livros que girassem à volta de um jogo de computador aumentou. Como a escolha para a leitura conjunta do grupo Read Along do Goodreads recaiu sobre este livro de Ernest Cline, não podia perder a oportunidade.

Não tinha muitas expectativas para este Jogador nº1, apesar de várias opiniões favoráveis que cheguei a ler. A história centra-se em Wade, um rapaz que foge do seu quotidiano deplorável para o Oasis, uma simulação da vida real num computador, onde praticamente toda a gente vive. O destino do mundo depende de quem descobrir a resposta para os enigmas deixados pelo falecido criador do jogo. O prémio é a sua imensa fortuna e, como o Oasis controla o mundo real, quem for o detentor da fortuna irá controlar os dois mundos, o real e o virtual, cuja separação é cada vez mais precária. É uma premissa bastante interessante, mas senti que lhe faltou algo para tornar este livro em algo absolutamente fantástico. Aliás, penso que toda a história resultaria muito melhor se fosse ambientada toda no mundo real, e não através de algum jogo. Sei que o jogo é o componente principal da trama, mas, mesmo assim... algo não funcionou a 100% para mim.
Quanto às personagens, pareceram-me, simplesmente, bem. Nenhuma me marcou muito, mas também nenhuma me irritou a ponto de ganhar cisma. Apenas não gostei de uma das revelações finais, pois pareceu-me muito forçado... não posso estragar a surpresa, mas para quem já leu, certamente sabe a quem me refiro, concordando ou não.
Uma das coisas que mais me deixou curiosa foi a promessa de muitas referências à década de 80, e elas de facto estão lá. No entanto, vi este detalhe mais como uma dedicação grande de Ernest Cline do que propriamente algo com interesse para mim, que nasci a quinze dias dos anos 90 - não vivi nada destas coisas e mesmo dos anos 90 tenho poucas recordações.

Em breve vai haver uma adaptação cinematográfica, que eu certamente quero ver. Apesar de não ter adorado Jogador nº1, foi uma leitura bastante agradável e foi com carinho que li uma obra que me parece ser tão pessoal e intrínseca ao passado do seu autor.

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