Marcado na Pele, de Anne Bishop - Sinopse & Opinião [Saída de Emergência]

setembro 21, 2017

Marcado na Pele (The Others, #4)
Título: Marcado na Pele
Título Original: Marked in Flesh
Série: Os Outros #4
Autora: Anne Bishop
Editora: Saída de Emergência
Ano de Publicação: 2017
Número de Páginas: 432

Durante séculos, os Outros e os humanos viveram lado a lado numa paz precária. Mas quando a Humanidade ultrapassa os seus limites, os Outros terão de decidir o que estão dispostos a tolerar.
Desde que os Outros se aliaram às Cassandra Sangue, os frágeis mas poderosos profetas humanos que estavam a ser explorados pela sua própria espécie, tudo se transformou na relação entre humanos e os Outros. Alguns como Simon Wolfgard, metamorfo e líder, e a profetisa Meg Corbyn, encaram a nova parceria como vantajosa. Mas nem todos estão convencidos. Um grupo de humanos radicais procura usurpar terras através de uma série de ataques violentos contra os Outros. Mal sabem eles que existem forças mais perigosas e antigas que vampiros e metamorfos e que estão dispostas a fazer o que for necessário para proteger o que lhes pertence…

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Por onde começar? Começam-me a faltar, de verdade, as palavras para descrever os livros de Anne Bishop. Demorei muito tempo para pegar neste Marcado na Pele. Demorei igualmente bastante tempo para o acabar de ler. Porquê? Simplesmente porque sim. É tudo tão intenso que... nem sei. É tudo tão bom, tão fantástico.

Depois de ler Marcado na Pele, olhei para a estante e pensei ainda não li a trilogia Pilares do Mundo, mas acho que vou fazer uma pausa em Anne Bishop... quem é que estou a enganar? É impossível fazer uma pausa desta autora, é simplesmente inevitável continuar a alimentar-me dos seus mundos e personagens. Agora, o meu debate interior é se devo começar essa trilogia este ano ou deixá-la para o ano que vem.

É difícil falar do quarto volume de uma série sem mencionar spoilers, mas vou tentar manter isto o mais limpo possível. A história está a afastar-se cada vez mais do mundo fantasioso que se espera, bem, de um livro de fantasia. Claro que há os Outros mas o ritmo da história e os diferentes acontecimentos quase que a tornam real - quase que nos esquecemos que não existem seres anciãos e metamorfos e vampiros e assim a caminhar ao nosso lado. Apesar de adorar mundos de fantasia, o rumo que Os Outros está a levar é imposto de forma tão natural que só agora, olhando para trás, é que realmente me apercebo da diferença do que eu esperava para aquilo que li. E isso é simplesmente espectacular. Gostei bastante do facto de a história se passar num curto espaço de tempo; havia tanta coisa a acontecer e quando dava por mim, começava um novo capítulo, no mesmo dia, e havia tanto a assimilar, mas tudo de forma tão orgânica que se tornava um dado adquirido a tensão e a rapidez com que cada acontecimento decorria.
Estava tão imersa na história que quase que me esqueci de Meg e da sua importânia. Quase! Claro que Meg continua a ser fulcral mas há espaço para mais no mundo de Namidia, e Anne Bishop faz questão de deixar isso bem claro ao apresentar-nos a personagens chave que, com mais ou menos presença, são imprescindíveis para a awesomeness deste livro.
Enquanto lia, ia-me recordado de que nos livros anteriores por vezes sentia falta do romance, e que em Marcado na Pele, com tanta coisa a acontecer, isso me passava ao lado. Mas então a autora joga mais um trunfo que me deixou completamente estarrecida, com um momento final que me deixou quase a chorar por mais.

E não posso deixar de alertar para a veracidade desta história, fantasias postas de lado: como é que os humanos estão a destruir o mundo? Bishop traz-nos isto com criaturas saídas dos nossos pesadelos que nos fazem pagar pelos nossos actos - mas quão desta história é paralela à realidade?

Estou tão, mas tão ansiosa pelo próximo volume. Este livro é perfeito, tudo é perfeito, e espero sempre mais de Anne Bishop - e a autora nunca falha, proporcionando-me momentos de leitura preciosos, com histórias incríveis e personagens arrebatadoras.
Estou tão entusiasmada com a vinda da autora a Portugal que ainda falta mais de um mês e eu já estou a planear a ida. Acho que até me vai dar um pequeno fanico! Só quero agradecer-lhe precisamente por isto: leituras memoráveis, mundos fantásticos e personagens apaixonantes.

Obrigada mundo, por existirem autores como a Anne Bishop.

Ps.: grande bónus para a capa da edição portuguesa, que é mil vezes melhor que a original. Muito bem!

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.