[Opinião] Carmilla, de Sheridan Le Fanu

janeiro 26, 2018

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Título: Carmilla
Título Original: Carmilla
Autor: Sheridan Le Fanu
Editora: Edições Século XXI
Ano de Publicação: 2005

Várias vezes transportada para o cinema, a novela Carmilla vem renovar a grande tradição do vampirismo e anunciar, à distância de duas décadas e pouco, o Drácula, de Bram Stocker.

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Carmilla, Carmilla, Carmilla... um nome anormalmente bonito e que traz consigo um dos maiores clássicos da literatura gótica. Através da pena de Sheridan Le Fanu, o escândalo chegou facilmente, devido aos temas de vampiros e sexualidade. Já estava mais que na altura de reler este pequeno livro.

Para quem conhece a história de Dracula, podemos perceber facilmente onde Bram Stoker foi buscar a sua inspiração. A narrativa gira à volta de uma doença misteriosa que incapacita as pessoas, atirando-as para um estado letárgico que culmina na morte.

Apesar de ser do século XIX, lê-se extremamente bem, com uma escrita fluída, sem floreados desnecessários mas repleta de uma poesia muito própria.
Desconheço o motivo que levou Le Fanu a associar sexualidade aos vampiros, mais especificamente entre mulheres. Seria apenas uma tentativa de chocar a sociedade de então? A verdade é que a fórmula resultou, e ainda hoje Carmilla é uma referência nesta área da literatura.

Carmilla é sem dúvida uma leitura obrigatória para quem aprecia esta temática: apenas posso imaginar o que esta trama, cheia de suspense, fez aos pobres leitores do século XIX - provavelmente, muitas noites em branco.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.