[Opinião] Asylum, de Madeleine Roux

fevereiro 02, 2018

Asylum (Asylum, #1)
Título: Asylum
Título Original: Asylum
Autora: Madeleine Roux
Editora: Vergara & Riba
Ano de Publicação: 2014

Para Dan Crawford, 16 anos, o New Hampshire College Prep é mais do que um programa de verão – é uma tábua de salvação. Um pária em sua escola, Dan está animado para finalmente fazer alguns amigos em seu último verão antes da faculdade. Mas, quando ele chega no programa, Dan descobre que seu dormitório para o verão costumava ser um sanatório, mais comumente conhecido como um asilo. E não apenas qualquer asilo — um último recurso para criminosos insanos.

À medida que Dan e seus novos amigos, Abby e Jordan, exploram os recantos escondidos de sua casa de verão assustadora, eles logo descobrem que não é coincidência que os três acabaram ali. Porque o asilo é a chave para um passado terrível. E existem alguns segredos que se recusam a ficar enterrados.

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Apesar deste Asylum ter uma vibe muito parecida com O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares, livro que eu não gostei muito, pensei que fosse ser diferente e ser uma leitura brutal. Estava redondamente enganada.

O livro conta a história de Dan, que durante o Verão vai para o New Hampshire College Prep, que por si só está todo assombrado e cheio de coisas esquisitas a acontecer. A parte inicial está muito bem conseguida, com as fotografias e o sentimento sinistro à volta dos acontecimentos, mas depois, algures, a autora perdeu-se, condenando o que seria um bom livro a algo médio e que não me deixou com vontade nenhuma de ler o resto da série.
Madeleine Roux acaba por cair em alguns clichés que tornaram a leitura aborrecida para mim: a personagem principal conhece uma única rapariga e tinha de se apaixonar; tinha de haver uma personagem gay (ao princípio pensei que fosse Felix mas afinal não); este mesmo Felix tinha de existir, aquele colega de quarto estranho, com uma sensação de Sheldon Cooper a emanar de si. Eu nem me importaria destes clichés todos, mas depois Asylum cai no aborrecimento, os acontecimentos deixam de ser assustadores e tudo se torna demasiado banal.
O assassino é previsível, e nada sobrenatural como deveria ser. Lembra aqueles filmes de terror que acabam quase por se passar todos na mente de umas das personagens, sendo que os limites da loucura são por várias vezes testados e analisados durante a narrativa - de uma forma falhada, penso eu.
Descobrir o assassino é mais fácil do que aquele níveis fáceis de Sudoku: as dicas estão lá desde o início, e nem sequer estão ocultas - estão bem à vista de todas.

As fotografias são um extra simpático, mas acabam por estar desenquadradas, pois por vezes o que mostravam nem se relacionava com o capítulo, ou com a história, em si. No entanto, juntamente com aquele início, são a melhor coisa que este livro tem.

Não é que eu tenha odiado Asylum - para quem gosta de desafios, tem aqui um brutal, talvez a leitura ideal para uma noite de Halloween - quem sabe? Quanto mais não seja, as fotografias são, definitivamente, arrepiantes.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.