[Opinião] Almanova, de Jodi Meadows

março 19, 2018

Almanova (Trilogia Incarnate, #1)
Título: Almanova
Título Original: Incarnate
Série: Newsoul #1
Autora: Jodi Meadows
Editora: Valentina
Ano de Publicação: 2013

ALMANOVA
Ana é nova. Por milhares de anos, no Range, milhões de almas vêm reencarnando, num ciclo infinito, para preservar memórias e experiências de vidas passadas. Entretanto, quando Ana nasceu, outra alma simplesmente desapareceu e ninguém sabe por quê.

SEM-ALMA
A própria mãe de Ana pensa que a filha é uma sem-alma, um aviso de que o pior está a caminho, por isso decidiu afastá-la da sociedade. Para fugir deste terrível isolamento e descobrir se ela mesma reencarnará, Ana viaja para a cidade de Heart, mas os cidadãos de lá temem sua presença. Então, quando dragões e sílfides resolvem atacar a cidade, a culpa deverá recair sobre...

HEART
Sam acredita que a alma nova de Ana é boa e valiosa. Ele, então, decide defendê-la, e um sentimento parece que vai explodir. Mas será que poderá amar alguém que viverá apenas uma vez? E será também que os inimigos – humanos ou nem tanto - de Ana os deixarão viver essa paixão em paz?

Ana precisa desvendar grandes segredos: O que provocou tal erro? Por que ela recebeu a alma de outra pessoa? Poderá essa busca abalar a paz em Heart e acabar por destruir a certeza da reencarnação para todos?

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A sinopse parecia-me interessante, mas mais do que isso... que capa tão linda! Queria muito ler e, completamente fora de qualquer plano, foi o meu companheiro durante quase uma semana.

Almanova é a história de Ana, uma "sem-alma" ou uma "almanova" (duh) - basicamente, num mundo em que durante milhares de anos as almas reencarnaram umas com as outras, lembrando-se sempre das suas vidas passadas, Ana é novinha em folha. Como se não bastasse a sua condição, ao que parece tomou o lugar de Ciana, uma alma adorada, o que piorou a sua jornada por respostas em Heart.

Eu gostei desta história, mas sinto que falta tanta coisa por explicar... e não me apetece, sinceramente, ler os restantes livros para que tudo faça sentido! Há coincidências a mais na narrativa... porquê que, de um milhão de almas, era justamente Sam que estava por perto para ajudar Ana? E muitas perguntas: se há almas que não se importam com a presença de Ana, onde estava o apoio e simpatia quando Li se exilou com ela? O que há além de Heart? Outra cidade com outras almas? Pessoas normais? Ou Heart é uma ilha, a única extensão de terra seca num planeta coberto por água? As almas conhecem-se todas? Se calhar eu estava distraída quando foi explicado, mas não percebi a contagem de anos neste mundo. São poucas respostas e isso torna muito pouco provável - para não soar má e dizer impossível - a leitura dos restantes volumes.

O que é uma pena, pois eu gostei da história, do desenrolar da acção. Achei Stef uma personagem bastante curiosa e as suas atitudes por vezes deixaram-me com a pulga atrás da orelha, mas não o suficiente.

Torço para que Ana e Sam sejam felizes para sempre, pois este é o fim da história para mim. A não ser que alguém me consiga convencer do contrário!

Penso que este livro sofreu o mesmo destino que Os Garotos Corvos... ressaca pós Corte de Névoa e Fúria. Não há nada a fazer.

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0 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.