[Opinião] Os Garotos Corvos, de Maggie Stiefvater

março 17, 2018

Os Garotos Corvos (The Raven Cycle, #1)
Título: Os Garotos Corvos
Título Original: The Raven Boys
Série: The Raven Cycle #1
Autora: Maggie Stiefvater
Editora: Verus
Ano de Publicação: 2013

Todo ano, na véspera do Dia de São Marcos, Blue Sargent vai com sua mãe clarividente até uma igreja abandonada para ver os espíritos daqueles que vão morrer em breve. Blue nunca consegue vê-los - até este ano, quando um garoto emerge da escuridão e fala diretamente com ela. Seu nome é Gansey, e ela logo descobre que ele é um estudante rico da Academia Aglionby, a escola particular da cidade. Mas Blue se impôs uma regra - ficar longe dos garotos da Aglionby. Conhecidos como garotos corvos, eles só podem significar encrenca. Gansey tem tudo - dinheiro, boa aparência, amigos leais -, mas deseja muito mais. Ele está em uma missão com outros três garotos corvos - Adam, o aluno pobre que se ressente de toda a riqueza ao seu redor; Ronan, a alma perturbada que varia da raiva ao desespero; e Noah, o observador taciturno, que percebe muitas coisas, mas fala pouco. Desde que se entende por gente, as médiuns da família dizem a Blue que, se ela beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Mas ela não acredita no amor, por isso nunca pensou que isso seria um problema. Agora, conforme sua vida se torna cada vez mais ligada ao estranho mundo dos garotos corvos, ela não tem mais tanta certeza.

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Este livro estava há bastante tempo na minha mira e no ano passado decidi pegar-lhe, finalmente. Uma parte de mim receava começar a ler esta série - seria demasiado infantil? Demasiado non-sense?, mas via tantas críticas positivas que acabei por pegar no primeiro volume.

Os Garotos Corvos conta as histórias e aventuras de Blue, Gansey, Ronan, Adam e Noah na sua busca pelas Linhas de Ley. Blue é filha de uma médium mas sem nenhum sexto sentido - até ter uma visão sobre a morte de Gansey. Os quatro rapazes, conhecidos como Garotos Corvos pela academia onde estudam, estão numa demanda sobrenatural, à partida inofensiva mas que depois se revela bem mais perigosa do que parecia.

Gostei da forma como a história se desenrola. Apesar de cair um pouco na previsibilidade, gostei do ambiente geral da narrativa, um pouco sombrio. Gostei sobretudo da originalidade do que motiva esta história, a busca pelas Linhas de Ley. E isto realmente existe, o que dá aquele bocadinho extra de sabor à leitura.
E apesar de ter acabado de falar no quão previsível o livro pode ser, a verdade é que houve ali um momento de revelação que me deixou absolutamente maravilhada. Quem leu o livro saberá ao que me refiro, e confesso que para mim este foi o ponto alto de toda a história.

E agora é quando vos digo: não dei continuidade e é muito provável que não vá acabar a série. Gostei do livro mas não foi nada do outro mundo. Não gostei assim tanto que precise de ler os restantes volumes para encontrar a paz. Muito pelo contrário!
As Linhas de Ley são uma boa temática para construir uma história à volta, mas não o suficiente.
As personagens são bastante interessantes e ver a sua dinâmica foi muito engraçado. São personagens bem construídas e a revelação de uma delas quase que me fez ler o segundo volume mas... simplesmente não. O romance foi algo que me agradou, mas também não foi o suficiente.

Pouco mais há a dizer acerca deste livro. Provavelmente teria apreciado mais a leitura se não fosse a ressaca literária que Corte de Névoa e Fúria me deixou, mas agora não há como mudar. Gostei de Os Garotos Corvos. Apenas não o suficiente!

Alguém que me queira convencer que esta série vale a pena?

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.