[Opinião] Paranormalidade, de Kiersten White

março 24, 2018

Paranormalidade (Paranormalcy, #1)
Título: Paranormalidade
Título Original: Paranormalcy
Autora: Kiersten White
Editora: Planeta
Ano de Publicação: 2011

Por mais estranho que seja trabalhar para a Agência Internacional de Contenção Paranormal, Evie sempre pensou ser uma rapariga normal. Sim, a sua melhor amiga é uma sereia, o seu ex-namorado é um homem--fada, está a apaixonar-se por um rapaz que muda de forma e é a única pessoa que consegue ver através dos disfarces dos paranormais, mas ainda assim... Normal. Só que agora os paranormais andam a morrer e os sonhos de Evie estão repletos de vozes inquietantes e profecias misteriosas. Depressa se apercebe que poderá existir uma ligação entre as suas capacidades e a súbita vaga de mortes. E não apenas isso, pois poderá muito bem encontrar-se também no centro de uma profecia sinistra das fadas, que promete destruição para todas as criaturas paranormais. Lá se vai a normalidade……

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Quando eu comprei Paranormalidade, estava numa onda mais dentro deste género de livros e pareceu-me que até não era má ideia dar-lhe uma oportunidade. No entanto, a onda passou, e o livro ficou na estante a ganhar pó. Com a #ML122Dias chegou a desculpa perfeita para o ler e, tendo uma ideia do que podia esperar, tentei não partir para a leitura com expectativas muito elevadas.

Paranormalidade conta a história de Evie e do seu trabalho como agente da AICP – Agência Internacional de Contenção Paranormal. A função de Evie é andar pelo mundo em busca de seres paranormais e neutralizá-los, de forma a não serem uma ameaça para os humanos; para tal, conta com o seu dom único de ser capaz de ver para além dos disfarces de cada vampiro, lobisomem, etc. Até que se depara com uma espécie nunca antes encontrada e Evie não sabe como reagir... afinal de contas, Evie é apenas uma adolescente que só gostava de experimentar o que é a normalidade humana, mas entre neutralizar paranormais, encontrar o que raio é que os anda a matar a todos misteriosamente e resistir ao seu ex-namorado meio psicótico e fada, Evie está longe de o conseguir.
A história em si é engraçada, apesar de não ter ficado muito fã da forma como os vampiros foram retratados, confesso (mas isto é apenas uma pequena mania minha, que vampiros melhor que Anne Rice é impossível). De resto, os poucos paranormais que são descritos, lobisomens, bruxas e espíritos estão bem pensados e mesmo o próprio conceito de Evie foi bem conseguido. Olhando agora para trás, posso dizer que gosto mais do livro do que na altura em que o estava a ler. Parecia-me um pouco... demasiado jovem (eu sei, estupidez minha), mas agora consigo afastar-me desses pensamentos e ver a magia da história e como alguns detalhes estão realmente bem construídos.
A nível de personagens, não houve nenhuma que me marcasse ou que me cativasse mais do que as restantes. Apenas estão bem desenvolvidas e a forma como se relacionam funciona, sem nada de extraordinário. 

Apesar de provavelmente não continuar a leitura desta série, o trabalho de Kiersten White suscitou-me curiosidade e vou ler mais livros seus, se tiver oportunidade.

Para fãs de romance paranormal que apreciem leituras vocacionadas para um público mais jovem, então Paranormalidade é a receita ideal: um mundo misterioso e bem construído, personagens engraçadas e uma história que oscila entre o perigo, o amor, a diversão e o suspense.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.