Um de Nós Está Mentindo, de Karen McManus | Opinião

junho 13, 2018

Um de Nós Está Mentindo
Título: Um de Nós Está Mentindo
Título Original: One of Us is Lying
Autora: Karen M. McManus
Editora: Galera Record
Ano de Publicação: 2018
⭐⭐⭐

Cinco alunos entram em detenção na escola e apenas quatro saem com vida. Todos são suspeitos e cada um tem algo a esconder. Numa tarde de segunda-feira, cinco estudantes do colégio Bayview entram na sala de detenção: Bronwyn, a gênia, comprometida a estudar em Yale, nunca quebra as regras. Addy, a bela, a perfeita definição da princesa do baile de primavera. Nate, o criminoso, já em liberdade condicional por tráfico de drogas. Cooper, o atleta, astro do time de beisebol. E Simon, o pária, criador do mais famoso app de fofocas da escola. Só que Simon não consegue ir embora. Antes do fim da detenção, ele está morto. E, de acordo com os investigadores, a sua morte não foi acidental. Na segunda, ele morreu. Mas na terça, planejava postar fofocas bem quentes sobre os companheiros de detenção. O que faz os quatro serem suspeitos do seu assassinato. Ou são eles as vítimas perfeitas de um assassino que continua à solta? Todo mundo tem segredos, certo? O que realmente importa é até onde você iria para proteger os seus.

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De acordo com o Goodreads, The Breakfast Club meets Pretty Little Liars - Pretty Little Liars, e é tudo o que eu precisava para adicionar este livro à minha TBR. A oportunidade para o ler surgiu com uma Leitura Conjunta, e assim foi.

Um de Nós Está Mentido gira à volta de cinco alunos e da morte de um deles. De castigo na escola, Bronwyn – o génio, Addy – a rainha do baile, Cooper – o atleta, Nate – o bad boy em liberdade condicional e Simon – o inadaptado vêem-se numa situação complicada quando Simon, do nada, morre. Visto como homicídio, a culpa rapidamente cai sobre os restantes alunos, que escondem segredos que Simon estava prestes a contar ao mundo no dia seguinte. Todos tinham motivos para calar Simon. Mas quem tinha realmente coragem de o matar?
Gostei bastante da forma como a história se desenrolou e o facto de ter sido uma leitura conjunta deu aquele gostinho extra, pois pude discutir algumas teorias com as outras meninas. Muita coisa me passou pela cabeça, muitos dedos apontados, mas não vou entrar em pormenores para não entrar em spoilers. O desfecho foi o que menos apreciei em todo o livro. Tinha sido uma possibilidade que eu tinha pensado mas pareceu-me tão sem sentido que nem a considerei realmente – e pelos vistos era mesmo isso. Não sei, sinto que com aquele fim algo faltou. Algo mais... violento, cru, talvez.
Gostei das quatro personagens principais e da forma como evoluíram ao longo da narrativa. Há espaço para o aparecer de novas amizades, novos amores, tudo no meio de mais revelações e segredos revelados. Dramas familiares também não faltam e tudo isto junto resultou num bom livro, numa boa história – que só não mereceu as quatro estrelas pois não fiquei muito satisfeita com aquele fim.

Apesar de ter gostado do desenvolvimento da narrativa, há dois aspectos que não me agradaram muito. Um, é a falta de explicação de como Simon sabia os podres de toda a gente. A modos que é um bocado impossível numa escola uma única pessoa estar a par de todas as fofoquices, de estar sempre no lugar certo à hora certa. Isso pareceu-me um pouco exagerado e sem uma explicação plausível. Outro, algo muito em voga actualmente, foi a luta de uma das personagens contra uma doença mental. Foi um tema bastante importante mas muito pouco explorado e apareceu quase como que caído do céu apenas para justificar acções. Não me pareceu muito realista.

Aconselho, no entanto, este livro para todos os leitores. É uma história leve, com crime e mistério, balançada pela descoberta da amizade e do amor, e com algumas reviravoltas que caem sempre bem.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.