Mesa Real - Dinastia de Bragança

dezembro 30, 2012

                                        

Ainda estou longe de acabar o livro, mas tenho alguns apontamentos que gostaria de partilhar convosco!

#1

"A opulência da Casa de Bragança, que era a primeira casa do reino, rivalizava com a da própria corte. À semelhança desta e desde o tempo de D. Jaime, foram criados todos os empregos e funções da Casa Real. Durante o reinado dos Filipes aumentaram ainda mais os rendimentos da Casa de Bragança. Na tentativa de evitar que de algum modo lhe fosse perturbada a posse do reino, concedeu D. Filipe II a D. Catarina várias mercês, salientando-se entre elas a liberdade de poder trazer da Índia, livres de direitos, cem quintais de canela e outros tantos de cravo e noz-moscada. Esta graça foi renovada a D. Teodósio, pelo seu casamento. Numa época em que a canela se acumulava em fardos nos armazéns e tendo subido o preço da mesma, foi aconselhado pelo seu agente a vendê-la. A este conselho respondeu, orgulhosamente, D. Teodósio: 'Deixai estar a canela. Não se vos dê de suas ganâncias, que quando casar meu filho, há de servir de lenha para se fazer o comer.' Com esta afirmação habilmente tornada pública, D. Teodósio frisava o pouco interesse que atribuía aos favores dos monarcas espanhóis e, pelo fogo simbólico, purificava simultaneamente a canela e as sombras que poderiam turvar as armas e Bragança."

#2

"Às refeições assistia sempre o físico-mor para 'pôr termo a alguma demasia no comer, por que não se prejudicasse as pessoas reais.'"

#3

"O rei comia após as audiências e, quando comia em público, podiam assistir as pessoas que participavam nessas audiências. Estas assistiam sempre de pé, à semelhança do que acontecia na corte de Luis XIV. Se os pés doridos foram uma constante nos nobres que frequentavam Versailles, deviam também constituir uma doença para os fidalgos portugueses frequentadores assíduos da corte. Esta inevitabilidade biológica suportada com estoicismo pelo orgulho da função, seria nos dias de hoje encarada como ossos do ofício e considerada uma doença profissional."


O que está terrivelmente errado neste livro são as notas de rodapé. Estão no final do livro, divididas por capítulos e muito bem organizadas... Mas o tempo que perco a virar páginas e procurar o capítulo e número de nota, perco o sentido ao que estava a ler! Conclusão... não leio nem metade dessas notas...


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0 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.