Blogs e Coisas Assim

janeiro 23, 2013


Ao dar uma vista de olhos aos blogs que costumo visitar, deparei-me com este post do nlivros, que me pôs a pensar...

Primero ponto: não julgo quem o faça. Mas isso é algo que eu nunca faria.

Uma vez, fui convidada por um amigo a escrever umas críticas de uns álbuns para uma revista açoreana de música. Nunca me passou pela cabeça saber se aquilo seria remunerado! Quando me apercebi de que dos 3 ou 4 álbuns que me calharam, apenas gostei de um, senti-me um bocado mal, pois claro que não iria mentir sobre eles, mas por outro lado quantas pessoas ia influenciar negativamente com a minha opinião? E como ficariam os membros da banda ao ler aquilo? No entanto não foi coisa que me tirasse o sono... Fazendo jus ao cliché "não se pode agradar a gregos e troianos", expressei-me na mesma sinceramente e ponto.

O motivo que me levou a criar este blog foi precisamente a crítica. Faço-o por gosto e pela curiosidade em fazer algo novo, e nunca pensei que iria influenciar a opinião de ninguém. De qualquer das maneiras, é simples pensar nisto de forma prática: "O livro X interessa-me, mas a pessoa Y disse que não valia nada. Felizmente não somos todos iguais, portanto vou lê-lo na mesma!".

Se, por algum acaso, um dia alguém ler uma crítica negativa feita por mim e decidir não ler o livro... Apenas ignorem-me. Aliás, eu não sou ninguém nem sei mais do que ninguém para mandar uns bitaites acerca disto e daquilo, faço-o apenas consoante o meu conhecimento e intelecto.

E só por causa das coisas, algumas críticas já de seguida :)


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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.