Mesa Real Dinastia de Bragança - Opinião

fevereiro 03, 2013


Título: Mesa Real Dinastia de Bragança


Autor: Ana Marques Pereira
Editora: Esfera dos Livros
Número de Páginas: 302



Curiosidade: este livro estava-me destinado, mas decidiram dedicá-lo à minha irmã e então ela não teve coragem de mo dar... Não está certo! :)







Mesa Real Dinastia de Bragança deu-me imenso gozo a ler. Foi uma leitura um bocado demorada, pois sendo um livro factual, a informação era fornecida em massa e por vezes precisava de uns dias de descanso para assimilar tantos dados novos.
Para quem não se interessar por história e/ou gastronomia, não aconselho este livro. Vão achá-lo terrivelmente maçudo e sem interesse. Como são duas áreas que gosto imenso, foi muito fácil para mim dedicar-me a esta leitura e apreciar a evolução da gastronomia em Portugal, vista da mesa da Dinastia de Bragança. Há pormenores deliciosos, transcrições de crónicas e memórias daquela época, que nos divertem e ensinam, desde o uso do garfo, ao consumo do chá, às refeições abundantes da mesa real aos livros publicados aqui e ali... É realmente um livro fascinante.
A própria maneira como está escrito, de uma maneira simples e precisa, facilita a leitura e a absorção das ideias. Só peca nas notas, tal como já referi anteriormente aqui no blogue: estão no fim do livro, bem organizadas, mas não li quase nenhuma, pois andar para trás e para a frente a cada meia dúzia de linhas cansa e distrai. Mas é de facto o único defeito que posso apontar a esta obra.
Vem acompanhada de ilustrações e fotografias, fantásticas. Uma parte é da colecção da autora, e confesso que senti assim uma pontinha de inveja; quem me dera ter aqueles belíssimos exemplares na minha biblioteca! Eu! Fascinada por cozinha, pôr as minhas mãos naqueles livros centenários... :)
É muita informação? É. É importante ler? É. Gostei imenso do livro, sem dúvida alguma.

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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.