Verticalmente de Pé, de Augusto Canetas

fevereiro 09, 2013

Acerca deste Verticalmente de Pé gostaria de deixar aqui uma entrevista com o autor e um vídeo do lançamento do livro.


1- O que representa, no contexto da sua obra, o livro “Verticalmente de Pé”?
R- Este livro foi concebido para interpretar o meu país contemporâneo, social, económico e político. A família e os afectos também estão presentes. No contexto geral da minha obra, este livro representa mais um passo, do mesmo tamanho que o primeiro. A diferença está somente em como coloquei o pé no chão; desta vez com mais firmeza. Não tenho dúvidas disso.

2- Qual a ideia que esteve na origem deste livro?
R- Inicialmente e como processo criativo vou absorvendo pequenos flashes, fruto sobretudo de estímulos exteriores. Depois peneiro-os, aconchego-os, e, sem solipsismos, entendo que de alguma maneira devo os fazer chegar aos outros.

Entrevista retirada daqui


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Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.