A Ler: Trilogia Imagem no Espelho, de Isabel Millet - Sinopses [Chiado]

abril 11, 2013

Mais um post atrasado, uma vez que estou a menos de cem páginas de acabar o último volume desta maravilhosa trilogia. Há tanto a dizer que optei por publicar agora as sinopses para depois não ficar muito grande.


Imagem no Espelho I
Título: Guilhermina e Pablo
Autora: Isabel Millet
Editora: Chiado Editora
Ano de Publicação: 2009
Número de Páginas: 136


Esta é a história do relacionamento conturbado entre duas celebridades: Guilhermina Suggia e Pablo Casals. 
Na verdade Pablo fez parte da vida de Guilhermina quase desde sempre, pois tinha ela treze anos quando pela primeira vez se encontraram, no Casino de Espinho. 
Cerca de três anos depois partiu ela para a Alemanha, onde se voltaram a encontrar. Aconteceu depois a tournée de Guilhermina por toda a Europa, acabando por se fixar em Paris, vivendo com Casals, por quem se apaixonara... 


A Dama do Castelo
Imagem no Espelho II
Título: A Dama do Castelo
Autora: Isabel Millet
Editora: Chiado Editora
Ano de Publicação: 2011
Número de Páginas: 195


Nasci no Porto, em 1952, dois anos depois da morte de Guilhermina Suggia, que foi professora e grande amiga de minha mãe, a quem deixou em herança a casa onde vivia, após o seu casamento com o grande médico e cientista, Dr. José Carteado Mena.
Foi, pois, nessa casa que nasci e cresci, e tudo ali me falava de Suggia, todos os móveis, cortinados, os sofás onde me sentava, a mesa onde comia, a minha cama, que havia sido a dela. Isto, além das inúmeras fotografias que me mostravam a sua imagem, algumas de diva, e algumas mais íntimas, que abundavam pelas gavetas.
É com essa distância e essa proximidade que sobre ela escrevo; com olhos de quem a vê, glamorosa, e a julga pela sua imagem exterior; com a alma de quem sente, quase, o murmúrio das suas palavras, exprimindo a sua sensibilidade de artista e de mulher.
Esta é a história da vida de Guilhermina Suggia em Inglaterra, onde foi uma diva e se relacionou com artistas e intelectuais de todas as áreas como, por exemplo, Lytton Strachey, Virginia Woolf e Augustus John. Este último pintou-lhe um célebre retrato, que se intitula "La Suggia" e se encontra na Tate Gallery, em Londres.
Esteve para ser dona de um castelo, aquando do seu noivado com Mr Edward Hudson; porém este casamento não chegou a concretizar-se.
Na cidade do Porto, sua terra natal, o Dr. Carteado Mena esperava conseguir a atenção de Guilhermina, e com ela passar o resto dos seus dias, numa casa especialmente comprada para ambos viverem. Ficava na Rua da Alegria, nº 665.


Rua da Alegria n.º 665
Imagem no Espelho III
Título: Rua da Alegria, nº 665
Autora: Isabel Millet
Editora: Chiado Editora
Ano de Publicação: 2012
Número de Páginas: 405

(...) Neste último livro, a voz de quem fala, pertence a Guilhermina Suggia e a Isabel Cerqueira; é, este, o nome de solteira da minha mãe. Esta é a história do regresso da violoncelista à sua terra natal e à cidade do Porto, onde nasceu, quando se casou com o Dr. Carteado Mena, figura proeminente da sociedade portuense da altura.
Vieram ambos viver para a Rua da Alegria n.º 665, casa que foi comprada pelo Dr. Carteado Mena para nela viver com a sua mulher.
Suggia, porém, era uma grande artista, que pertencia ao mundo, e nunca se passava muito tempo sem que partisse em digressão, sobretudo por Inglaterra, que considerava como sua segunda pátria.
Durante a 2.ª Grande Guerra Mundial, porém, viu-se forçada a permanecer em Portugal e reuniu em sua casa, então, um grupo restrito de alunos, ao qual veio a pertencer a minha mãe.

E até as capas... cada uma mais bonita do que a anterior :)

You Might Also Like

0 comentários

Obrigada por comentares :)

Um livro é muito mais do que um volume transportável. Um livro é uma mala que levamos connosco quando vamos viajar, pois nele temos tudo o que precisamos. Um livro é mais do que um bem comercializável, é o orgulho de carregar a alma em palavras do seu autor. Um livro é mais do que um livro, ao fim e ao cabo. É o nosso pai e a nossa mãe quando se precisa, nunca esperando mais de nós mas sempre lá para nos dar uma lição. É mais do que um amigo, pois não nos julga, não nos faz perguntas; ouve o nosso interior e responde às questões que nem nós sabíamos que tínhamos cá dentro. Um livro é mais do que um amante, duro como a realidade: umas vezes sonhamos e deleitamo-nos nas suas folhas, outras deixamos dobradas, riscadas, magoadas, outras deixamos a um canto e nunca mais olhamos. Desperta em nós uma panóplia de sensações: o toque da capa, da folha; o cheiro das páginas; o prazer da beleza da capa, das letras. Um livro é mais do que isto tudo, e ainda mais do que isso. Porque com ele viajamos, sonhamos, vivemos, aprendemos, amamos, sentimos, choramos e rimos, tudo sem sair do sítio. E uma façanha destas, vinda de algo tão pequeno e tão frágil, é quase comovente.